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Como China pode se vingar de Taipé e Washington após visita de Pelosi a Taiwan?

© AP Photo / Andy WongSoldados do Exército de Libertação Popular da China durante treinamento nos arredores de Pequim em julho de 2014
Soldados do Exército de Libertação Popular da China durante treinamento nos arredores de Pequim em julho de 2014 - Sputnik Brasil, 1920, 05.08.2022
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Embora tenha sido a presidente da Câmara dos Representantes dos EUA Nancy Pelosi quem deixou as autoridades de Pequim furiosas com a sua visita a Taiwan, é Taipe quem pode pagar um preço alto por isso, aponta a CNN.
"Ainda que muitos chineses parecessem ansiosos por um confronto militar, era claro que Pequim não derrubaria o avião de Pelosi", disse Thomas W. Pauken II, um consultor de assuntos da Ásia-Pacífico baseado em Pequim e autor do livro "EUA vs. China: da Guerra Comercial ao Acordo Mútuo".
De acordo com Pauken, a viagem de Pelosi foi sua última tentativa de permanecer relevante, já que ela em breve se aposentará devido à sua impopularidade entre os eleitores dos EUA.
O especialista sugere que a mídia norte-americana e as autoridades de Washington vão esquecer a aventura taiwanesa da presidente da Câmara dos EUA em duas ou três semanas.
No entanto, as repercussões da sua viagem vão se sentir e Taipé pode ser o primeiro a senti-las, de acordo com o autor.

"[Pelosi] fez uma jogada política tão arriscada que o mundo nunca mais será o mesmo", observou. "Pequim se sentirá encorajada a acelerar suas medidas de unificação com Taiwan e o governo chinês acabou de avançar na redução do comércio e dos investimentos na ilha. A indústria de semicondutores será devastada com as proibições de Pequim de exportar areia natural, que é o ingrediente essencial da cadeia de suprimentos para a fabricação de chips. A China também bloqueou as importações de frutas e frutos do mar de Taiwan. Devemos antecipar medidas econômicas ainda mais punitivas, a serem anunciadas pela China em um futuro próximo", explicou Pauken.

Ontem (4), a China iniciou uma série de exercícios de fogo real sem precedentes em seis áreas marítimas em torno de Taiwan. O Exército da China de fato "cercou" a ilha, deixando Washington preocupado em como responder se o exercício militar se transformar em um bloqueio, de acordo com o New York Times.
Ainda assim, isto é apenas o começo: depois de Taiwan, os EUA provavelmente também vão sentir as consequências, segundo Pauken.
"A China tomará medidas econômicas mais agressivas contra Taiwan, os EUA e outros que buscam se opor à China", disse ele.
"O fabricante de baterias EV (para veículos elétricos) anunciou planos de parar o seu investimento de US$ 5 bilhões [R$ ] em uma futura fábrica nos EUA e cancelou seu acordo com a Ford Motors e a Tesla em resposta à visita de Pelosi a Taiwan", ressaltou ele.
Bandeiras dos EUA e China (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 05.08.2022
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Da mesma forma, podemos esperar que o Exército da China se torne mais aguerrido e confiante, acrescentou Pauken.
As autoridades de Pequim foram sensatas ao não se envolverem em um confronto militar direto com os EUA na sequência da viagem de Pelosi a Taiwan, segundo o especialista. Ainda assim, ele afirma que os chineses estão assistindo o declínio dos EUA e esperando um momento perfeito para o próximo passo.
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