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Barroso diz que manifestações do 7 de setembro podem mostrar 'o tamanho do fascismo no Brasil'

© AP Photo / Eraldo PeresO ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, discursa no plenário da Corte.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, discursa no plenário da Corte. - Sputnik Brasil, 1920, 05.08.2022
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Para ministro, se manifestações no dia forem de apoio a um candidato não será problema, mas se for contra instituições como o Supremo Tribunal Federal, mostrará o tamanho do sentimento antidemocrático brasileiro.
Durante uma palestra no 17º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo em São Paulo nesta sexta-feira (5), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, declarou que não deve se ter preocupação com a manifestação de 7 de setembro se ela servir de apoio a um candidato, mas que pode mostrar "o tamanho do fascismo no Brasil".

"O 7 de Setembro se forem os apoiadores de um dos candidatos [mostrando suporte], faz parte da democracia. E devemos olhar isso com todo o respeito. Agora, se for o episódio para fechamento do Supremo ou do Congresso, aí vamos saber mesmo o tamanho do fascismo e do sentimento antidemocrático no Brasil", disse Barroso citado pelo jornal O Globo.

O ministro ainda afirmou ser necessário separar apoio aos candidatos, que chamou de "liberdade democrática", dos ataques às instituições.
"Uma coisa é a liberdade de apoiar qualquer candidato, a outra coisa é querer destruir as instituições. Apoiar um candidato é liberdade democrática. Agora, destruir as instituições é fascismo, um sentimento antidemocrático. E isso precisa ser reprimido", complementou.
Barroso também comemorou o dado divulgado na semana passada pelo Instituto Datafolha que mostrou que 79% dos brasileiros confiam nas urnas eletrônicas usadas nas eleições, conforme noticiado. Em maio, o percentual era de 73%. Barroso disse esperar que os 20% que não acreditam "sejam convertidos".
"Depois de mais de um ano de ataques diários do presidente da República e de setores importantes da sociedade levantando suspeitas, só 20% não confiam. Eu fico feliz", comentou.
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