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Ex-chanceler alemão Schroder apela a lançar gasoduto Nord Stream 2

© AFP 2022 / Julian StratenschulteEx-chanceler alemão, Gerhard Schroder, discursa durante recepção por ocasião do seu 75º aniversário, 24 de abril de 2019, Hanôver, Alemanha
Ex-chanceler alemão, Gerhard Schroder, discursa durante recepção por ocasião do seu 75º aniversário, 24 de abril de 2019, Hanôver, Alemanha - Sputnik Brasil, 1920, 03.08.2022
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O ex-chanceler alemão Gerhard Schroder se manifestou a favor de lançar o mais rápido possível o gasoduto Nord Stream 2 a fim de reduzir a pressão financeira sobre a população europeia, comunicou o jornal alemão Stern.
De acordo com Schroder, o lançamento do gasoduto é o método mais fácil de resolver o problema de escassez de combustível.

"A decisão mais fácil seria pôr em funcionamento o gasoduto Nord Stream 2. A sua construção está concluída. Se as coisas piorarem ainda mais, temos este gasoduto, e com as suas duas linhas em funcionamento não teremos problemas de abastecimento das indústrias e domicílios alemães", esclareceu Schroder.

O ex-chefe do governo alemão também criticou a decisão das autoridades alemãs de prescindir do gasoduto russo-alemão (que nunca chegou a funcionar), alertando para as consequências desastrosas, entre as quais a redução dos padrões de vida dos alemães.
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"Muitas pessoas, que já agora têm de poupar cada cêntimo, terão ainda mais dificuldades. Assim, na Alemanha vai surgir uma pergunta: como é que nós estamos sem o gás do gasoduto Nord Stream 2? Porquê?", acrescentou o político.

Ao mesmo tempo, Gerhard Schroder lembrou a dependência das indústrias alemãs do combustível, afirmando que, devido ao déficit de gás, o país pode em breve ficar em uma situação sem precedentes, em que a Agência Federal de Redes terá de decidir quais dos produtores industriais receberão gás e quais não receberão. O ex-chanceler referiu como exemplo uma das maiores corporações químicas do mundo, a BASF.

"Se a BASF deixar de receber gás, terá um grande problema, enquanto nós, alemães, teremos um problema enorme", disse o político.

Em uma entrevista ao canal de televisão RTL, Gerhard Shroder respondeu às críticas por ainda seguir mantendo contatos com a Rússia, além das relações amigáveis com Vladimir Putin, em meio à crise na Ucrânia.
Segundo o ex-chanceler, a situação na Ucrânia pode ser resolvida através de negociações, estando o Kremlin pronto para elas. Contudo, os países da União Europeia, incluindo Berlim e Paris, não estão empreendendo quaisquer esforços alguns para pôr fim ao conflito.

"Não quero tirar o papel de mediador de ninguém no governo. Mas por que eu deveria parar as negociações que são legalmente possíveis e não ameaçam causar problemas para mim e minha família? […] A boa notícia é que o Kremlin quer resolver o conflito através de negociações. Afinal de contas, durante a crise já foram conduzidas conversas entre a Ucrânia e a Rússia, por exemplo as de Istambul, em março", lembrou Schroder.

Um gasoduto (imagem de referência) - Sputnik Brasil, 1920, 01.08.2022
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Além disso, o político alemão avaliou de maneira positiva a decisão de sua sucessora no cargo, Angela Merkel, de bloquear a possibilidade de Kiev aderir à OTAN. Segundo Schroder, a neutralidade política pode ser para a Ucrânia como alternativa à participação da OTAN.
Nesse contexto, Schroder também respondeu às acusações de seguir mantendo "contatos próximos" com o Kremlin, tendo excluído qualquer possibilidade de romper as relações com Moscou.
"Será que me distanciar pessoalmente de Vladimir Putin vai trazer algum benefício? Eu tomei certas decisões e eu as mantenho. E deixei claro: talvez eu possa ser útil novamente. Então, por que devo pedir desculpas por isso?”, concluiu.
Na semana passada, Schroder visitou a Rússia. Inicialmente ele comunicou à mídia que estava em Moscou de férias. Contudo, mais tarde, sua esposa, Soyeon Kim-Schroder disse à edição Spiegel que o ex-chanceler tinha ido à Rússia para conduzir negociações sobre a questão da energia. O Ministério das Relações Exteriores alemão, por sua vez, negou qualquer ligação entre as autoridades alemãs e a viagem de Schroder.
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