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EUA perderam China para sempre após visita de Pelosi a Taiwan, diz analista

© AP Photo / Susan WalshO presidente Joe Biden escuta, enquanto se encontra virtualmente com o presidente chinês Xi Jinping, na Sala Roosevelt da Casa Branca em Washington, segunda-feira, 15 de novembro de 2021
O presidente Joe Biden escuta, enquanto se encontra virtualmente com o presidente chinês Xi Jinping, na Sala Roosevelt da Casa Branca em Washington, segunda-feira, 15 de novembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 03.08.2022
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Com a chegada da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA a Taiwan, Washington acredita que venceu a rodada, embora do ponto de vista estratégico esteja perdendo a China para sempre, enquanto Pequim se aproxima ainda mais de Moscou, disse à Sputnik na quarta-feira (3) o analista militar russo, Aleksei Leonkov.
Na terça-feira (2), o Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que certos políticos nos EUA estavam "brincando com fogo" na questão taiwanesa, seguindo os seus interesses pessoais. A entidade prometeu tomar todas as medidas necessárias em resposta à visita de Nancy Pelosi a Taiwan. Após a aterrissagem do avião de Pelosi em Taipé, a agência de notícias Xinhua comunicou sobre exercícios de grande escala nas águas ao redor da ilha no período de 4 a 7 de agosto.

"Ao acreditarem que foram eles quem venceu a rodada em meio ao escândalo com Pelosi, os Estados Unidos estragaram tudo, demonstrando que, com políticos tão imprudentes, Washington é completamente incompetente. Agora os EUA estão perdendo a China para sempre, sendo Taiwan o tema mais sensível para os chineses, que anteriormente queriam resolver a questão por meios pacíficos. Os Estados Unidos, por sua vez, provocaram Pequim a uma ação militar", explicou Leonkov.

Segundo o especialista, parece que os EUA queriam uma provocação ou incidente com a participação de Pelosi, enquanto a China não recorreu a tal passo.
Bandeira chinesa (imagem de referência) - Sputnik Brasil, 1920, 03.08.2022
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"Apenas políticos irresponsáveis, com falta de bom senso, podem organizar uma provocação dessas, que poderia levar a combates de grande escala. [...] Essa ação tática de relações públicas vai resultar no fracasso estratégico de Washington", sublinhou o analista.

Segundo Leonkov, a provocação dos EUA pode aproximar ainda mais Moscou e Pequim.
"Isso também beneficia as relações sino-russas. As nossas relações vão seguir se desenvolvendo ainda mais, enquanto o poder dos dois países será fortalecido através de uma cooperação mutuamente vantajosa", acrescentou.
O professor da Academia Diplomática do MRE da Rússia, Vladimir Vinokurov, acredita que a China não vai recorrer à anexação de Taiwan por meios militares, mas a visita provocativa de Pelosi vai resultar em mais apoio da China em relação a Moscou, incluindo no que diz respeito à operação militar especial na Ucrânia.

"Vamos nos parabenizar pela terceira guerra mundial não ter começado hoje. As autoridades chinesas se mostraram prudentes ao não reagirem à provocação. Ainda assim, há razões para supor que as relações de Pequim com Washington têm sofrido uma grande derrota. Agora, a parte chinesa vai inevitavelmente se aproximar mais da Rússia, e poderemos contar com uma espécie de apoio à nossa operação militar especial na Ucrânia", disse o especialista à Sputnik.

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O entrevistado salientou a possibilidade de Pequim ter analisado o balanço de forças na região, chegando à conclusão de que em um futuro próximo não conseguirá resolver a questão taiwanesa por fins militares. Ao mesmo tempo, segundo o diplomata militar, a provocação norte-americana vai fazer com que a China comece a fornecer apoio técnico-militar e econômico à Rússia em meio ao conflito na Ucrânia.

"Até agora, Pequim tem mantido uma posição muito cautelosa em relação à nossa operação especial. Ainda houve notícias sobre a saída de uma parte dos negócios chineses do mercado russo por terem medo das sanções. Estou seguro que agora a China será mais determinada no que diz respeito ao fornecimento para nós [a Rússia] de equipamentos especiais e à transferência de tecnologia militar, que poderiam ser úteis para nós, incluindo, por exemplo, drones", esclareceu.

A China considera Taiwan sua província e sempre se manifestou contra quaisquer contatos dos representantes de Taipé com funcionários incumbentes, especialmente de alto nível, ou com militares dos países com os quais Pequim mantém relações diplomáticas.
A China já declarou que tomará medidas decisivas para defender a sua soberania nacional e integridade territorial em resposta à visita de Pelosi a Taiwan. Segundo o embaixador chinês nas Nações Unidas Zhang Jun, "Taiwan é parte integrante da China", sendo a questão da integridade territorial uma linha vermelha para Pequim.
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