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Voo especial dos EUA transportando Pelosi aterrissou em Taipé, segundo Flightradar24 (VÍDEO)

© AFP 2022 / Sam YehAvião militar americano com Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, a bordo, prepara aterrissagem no Aeroporto Songshan em Taipé, Taiwan, 2 de agosto de 2022
Avião militar americano com Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, a bordo, prepara aterrissagem no Aeroporto Songshan em Taipé, Taiwan, 2 de agosto de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 02.08.2022
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O avião com a alta funcionária americana Nancy Pelosi a bordo aterrissou em Taipé, Taiwan, com caças chineses se dirigindo ao estreito de Taiwan como resposta.
Um avião da Força Aérea dos EUA com Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, a bordo aterrissou nesta terça-feira (2) em Taipé, Taiwan, às 22h44 no horário local (11h44, horário de Brasília), de acordo com dados do portal Flightradar24.
A viagem dos legisladores americanos, liderada por Pelosi, não viola de forma nenhuma os acordos conjuntos sino-americanos e honra o compromisso dos EUA com a democracia de Taiwan, declarou ela.

"A visita de nossa delegação a Taiwan honra o compromisso inabalável da América de apoiar a vibrante democracia de Taiwan. Nossa visita é uma das várias delegações do Congresso [dos EUA] a Taiwan, e não contradiz de forma alguma a política de longa data dos Estados Unidos, guiada pelo Ato das Relações de Taiwan de 1979, os comunicados conjuntos EUA-China e as Seis Garantias", apontou Pelosi em um artigo de terça-feira (2) no jornal Washington Post após ter aterrissado em Taiwan.

"Não podemos ficar parados enquanto o PCC [Partido Comunista da China] continua ameaçando Taiwan e a própria democracia", continuou.
Para a presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Taiwan é uma "ilha de resiliência" que resiste à "agressão em aceleração" do PCC.
"[...] A visita da nossa delegação congressional deve ser vista como uma declaração inequívoca de que a América está do lado de Taiwan, nosso parceiro democrático, à medida que defende a si mesmo e sua liberdade", de acordo com Nancy Pelosi.

China responde à ação

Em resposta a esta ação, foi relatada pela emissora chinesa CCTV a aproximação do estreito de Taiwan de caças Su-35 da Força Aérea do Exército de Libertação Popular (ELP) da China. No entanto, John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, não confirmou essas informações, apesar de afirmar não se surpreender se forem reais.
O Ministério das Relações Exteriores da China também expressou um protesto aos EUA pela visita de Pelosi.
"Esta é uma grave violação do princípio de Uma Só China e das disposições dos três comunicados conjuntos China-EUA", disse o ministério em uma declaração.
A chancelaria acrescentou que Pequim "se opõe resolutamente e condena severamente a viagem", notando que os EUA querem conter a China com a ajuda de Taiwan e mudar o status quo da região com a questão de Taiwan, a "mais importante e sensível, no coração das relações China-EUA". Washington, por sua vez, negou que este passo tenha violado o princípio de Uma Só China, e prometeu que "não será intimidado por retórica belicosa".
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"Ela tem um impacto severo sobre a base política das relações China-EUA e viola seriamente a soberania e a integridade territorial da China. Ela mina gravemente a paz e a estabilidade no estreito de Taiwan e envia um sinal seriamente errado às forças separatistas pela 'independência de Taiwan'. A China se opõe firmemente e condena severamente isto, e fez sérias diligências e fortes protestos aos Estados Unidos", avisa.

"A China certamente tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar resolutamente sua soberania e integridade territorial em resposta à visita da presidente [da Câmara dos Representantes] dos EUA. Todas as consequências daí decorrentes devem ser suportadas pelo lado americano e pelas forças separatistas da 'independência de Taiwan'".

Segundo o comunicado, "estes passos, como brincar com fogo, são extremamente perigosos. Aqueles que brincam com o fogo perecerão com ele".
Em julho de 2022 foi anunciada uma visita planejada de Pelosi a Taiwan. Os planos foram condenados por Pequim, que considera tais ações como violando seriamente o princípio de Uma Só China. O governo chinês vê Taiwan, cuja independência nunca reconheceu, como uma província renegada que um dia se reunificará com o território continental.
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