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Trump ficou 'frustrado' com resposta à decisão de mudar embaixada dos EUA em Israel, diz mídia

© AP Photo / Joe MaioranaDonald Trump, ex-presidente dos EUA (2017-2021), fala em comício na Pista de Corrida do condado de Delaware, EUA, 23 de abril de 2022
Donald Trump, ex-presidente dos EUA (2017-2021), fala em comício na Pista de Corrida do condado de Delaware, EUA, 23 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 31.07.2022
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Ex-assessor do então presidente americano Donald Trump falou de um episódio de 2017 em que o último teria ficado exasperado com Benjamin Netanyahu, premiê de Israel na época.
Donald Trump, ex-presidente dos EUA (2017-2021), em 2017 quase mudou de ideias de mudar a embaixada israelense para Jerusalém após falar com Benjamin Netanyahu, ex-premiê de Israel (1996-1999, 2009-2021), afirma o jornal israelense Forward.
Em um artigo de sexta-feira (29), a mídia citou um livro ainda não publicado do empresário Jared Kushner, então assessor sênior de Trump, "História Urgente: Memórias da Casa Branca" (“Breaking History: A White House Memoir", em inglês).
Segundo o Forward, o livro detalhou que Trump comunicou a Netanyahu por telefone em 5 de dezembro de 2017 a decisão de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, mas o último apenas respondeu "se você quer fazer isso, apoiarei você".
Kushner indicou então que um Trump perplexo repetiu a frase, antecipando uma resposta entusiasmada, ao qual Netanyahu mais uma vez "respondeu com um entusiasmo menor do que o esperado".
"Trump começou a duvidar de sua decisão [...] ele se perguntava em voz alta por que estava correndo este risco se o primeiro-ministro israelense não achava que era tão importante", escreveu Kushner no livro, acrescentando que Trump então disse a Netanyahu: "Bibi, eu acho que você é o problema".
Netanyahu então "contrariou friamente" sua afirmação, dizendo que ele era parte da solução. De acordo com Kushner, Trump estava visivelmente "frustrado". No entanto, o ex-assessor presidencial não explicou a razão por que Netanyahu teria reagido assim.
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Apesar disso, relatou o jornal The Times of Israel, o escritório do ex-premiê afirmou que, na realidade, Netanyahu expressou sua gratidão pela ação da embaixada.
"O presidente Trump disse ao primeiro-ministro Netanyahu antes de tomar a decisão: 'Algum do meu pessoal diz que este passo será perigoso para os EUA. O que você acha?' Netanyahu respondeu que não via nenhum perigo real e que não havia razão para não mover a embaixada. Dificilmente a embaixada teria sido alterada se Netanyahu tivesse respondido ao presidente de outra forma".
Um dia depois, em 6 dezembro de 2017, Trump anunciou a deslocação da embaixada dos EUA para Jerusalém, que abriu em maio de 2018, e supostamente rejeitou os pedidos em contrário dos líderes árabes, que ficaram indignados com a decisão.
O governo israelense afirma que Jerusalém é a capital de Israel desde que o país foi criado em 1948, apesar de a maior parte da comunidade internacional não reconhecer isso, citando o Plano de Partição da ONU original.
A publicação oficial da "História Urgente: Memórias da Casa Branca" está planejada para 23 de agosto de 2022.
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