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Será que Rússia está vencendo a batalha pelo apoio africano? Bloomberg explica

© Sputnik / Serviço de imprensa do Ministério das Relações Exteriores da Rússia / Abrir o banco de imagensMinistro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov (à esquerda) e o seu homólogo etíope, Demeke Mekonnen, durante uma coletiva de imprensa após a reunião em Adis-Abeba, Etiópia, 27 de julho de 2022
Ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov (à esquerda) e o seu homólogo etíope, Demeke Mekonnen, durante uma coletiva de imprensa após a reunião em Adis-Abeba, Etiópia, 27 de julho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 29.07.2022
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Chamando as visitas do chanceler russo Sergei Lavrov aos países africanos, realizadas nesta semana, de "ofensiva de charme", a colunista da Bloomberg, Clara Ferreira Marques, chama atenção às tentativas de Moscou de encontrar mais apoio no mundo em desenvolvimento.
"A Rússia está vencendo a batalha pela África", anunciou nas vésperas um dos canais de televisão britânicos, cujo nome a Bloomberg não menciona. "O périplo [de Lavrov] veio a se tornar uma marcha triunfante."
Segundo Marques, não há dúvida alguma de que, após o início da operação militar russa na Ucrânia, a Rússia encontrou muito mais parceiros amigáveis no Hemisfério Sul, do que o Ocidente queria. Assim, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas, composta por 193 membros, votou sobre a resolução que condenava a operação militar russa, 35 países se abstiveram, sendo quase metade deles países africanos. Certos países, tais como a Etiópia e o Marrocos, não votaram de todo.
Conforme a Bloomberg, a Rússia é amplamente respeitada no continente africano graças aos laços estabelecidos no século XX, quando a União Soviética contribuiu muito para a descolonização da região.

"Os laços anticoloniais, providos da época soviética, beneficiam bem Moscou, além da desconfiança abrangente no Ocidente."

Ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, durante coletiva de imprensa após reunião com seu homólogo etíope, Demeke Mekonnen, em Adis Abeba, Etiópia, 27 de julho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 27.07.2022
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Assim, segundo a colunista, graças aos seus recursos de informação abrangentes, Moscou na África representa o conflito na Ucrânia como uma grande luta entre o Ocidente e o mundo em desenvolvimento.
Nesse contexto, a Rússia tem sido uma das maiores exportadoras de grãos e fertilizantes para o continente africano, que depende de forma crítica dos fornecimentos em questão. Não à toa, segundo Marques, o Egito se tornou a primeira parada do périplo africano do chanceler russo, já que o país sabe muito sobre os perigos do aumento súbito da "inflação alimentar".
Pode-se dizer que a Rússia está tentando preencher a lacuna que tem surgido no continente africano após anos de ignorância por parte do mundo ocidental? Não, já que não se trata da ausência completa da Europa e dos EUA na África. Assim, nas vésperas o presidente francês Emmanuel Macron também voltou da sua digressão à África, ao longo da qual visitou Camarões, Benin e a Guiné-Bissau.
Ao mesmo tempo, dada a "retirada diplomática" da região, efetuada no governo Trump, as embaixadas norte-americanas seguem sofrendo com a falta de pessoal, enquanto a cúpula dos líderes dos EUA e da África, anunciada no ano passado, que deve ser a segunda depois da realizada em 2014, só foi prevista para o fim de 2022. Nesse contexto, a Rússia já organizou o respectivo evento em 2019, enquanto a segunda cúpula Rússia – África vai se realizar em 2023, na cidade de São Petersburgo.
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O conflito na Ucrânia, que se converteu em um "pomo de discórdia" em muitas regiões do mundo, é percebido na África como "guerra de valores", já que, nas palavras da colunista, o continente tem testemunhado múltiplos casos de "hipocrisia ocidental".
"Está claro o que a Rússia, que precisa de mais amigos e parceiros comerciais, recebe da África. É uma região rica em recursos, que a Europa considera o seu 'quintal'", salienta a autora da publicação.
Assim, preocupada com a influência crescente de Moscou e Pequim na África, embora indicando o nível insuficiente de cooperação econômica russo-africana, a colunista da Bloomberg apela para aumentar a presença diplomática ocidental no continente, além de investir mais na mídia pró-Ocidente.
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