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Político italiano: Europa precisa dialogar com Rússia, apesar de posicionamento sobre Ucrânia

© AP Photo / Gregorio BorgiaLíder do partido Liga Norte, senador Matteo Salvini, no centro, fala com senadores do seu partido durante debates no Senado em Roma, 20 de julho de 2022
Líder do partido Liga Norte, senador Matteo Salvini, no centro, fala com senadores do seu partido durante debates no Senado em Roma, 20 de julho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2022
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O ex-ministro do Interior italiano e líder do partido Liga Norte, Matteo Salvini, apelou para os países ocidentais voltarem ao diálogo com a Rússia a fim de resolver a crise na Ucrânia e na Europa, comunicou a edição italiana La Stampa.
O político italiano Matteo Salvini afirmou que é preciso conduzir diálogo com a Rússia a fim de pôr fim às hostilidades. Segundo Salvini, cujas palavras são citadas pelo jornal La Stampa, Bruxelas precisa de contatos com Moscou quaisquer que sejam as suas convicções políticas e apesar de seu posicionamento sobre a crise ucraniana.

"A política internacional não depende de governos nacionais, temos orgulho dos nossos aliados dos países democráticos livres do Ocidente. Isso não implica que não queremos manter relações boas com Putin. Claro que, ao contrário de certos países europeus, que manifestam um posicionamento beligerante, eu me manifesto a favor do diálogo e mediação da Itália", salientou o ex-ministro.

Além disso, o político italiano chamou de "absurdas" as acusações do chefe da diplomacia da Itália, Luigi Di Maio, quanto a laços das forças de oposição do país com o Kremlin.
Paletes de munição, armas e outros equipamentos com destino à Ucrânia são carregados em um avião por membros do 436º Esquadrão Aéreo do Porto durante uma missão de vendas militares estrangeiras na Base Aérea de Dover, no estado norte-americano de Delaware, em 30 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2022
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Anteriormente, Di Maio comunicou sua saída do partido Movimento 5 Estrelas, fundado por ele mesmo, devido ao colapso do governo Draghi para as forças de oposição que "brincam" com a Rússia. O ex-primeiro-ministro, Mario Draghi, há uma semana anunciou a sua renúncia. Entretanto, a mídia local acerca disso espera uma dissolução do governo e a marcação de eleições antecipadas.

"Não é à toa que o governo foi derrubado pelas forças que estão brincando com Vladimir Putin. Era o primeiro passo no caminho em que [Giuseppe] Conte e [Matteo] Salvini se reuniram em uma tentativa de tirar a Itália das alianças históricas, desestabilizá-la do ponto de vista econômico", defendeu Di Maio.

Seguindo com a ideia sobre a influência que a Rússia alegadamente exerce sobre a política italiana, Di Maio sublinhou que tinha deixado o Movimento 5 Estrelas após o embaixador russo na Itália, Sergei Razov, segundo o próprio Di Maio, ter manifestado o seu apoio à posição do partido italiano sobre o fornecimento de armas à Ucrânia. Em meados de julho, em entrevista à revista Scenari internazionali, chamou de "pelos menos estranha" a lógica de acordo com a qual o fornecimento em massa de armas à Ucrânia serve como um instrumento de chegar à paz, já que se trata de agravamento da situação já tensa, o que pode prolongar o conflito e aumentar o número de vítimas e destruições.
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Segundo Razov, tal lógica não é partilhada por todos na Itália. Entretanto, na Itália as suas palavras foram percebidas como apoio ao partido Movimento 5 Estrelas, que antes se opôs à ideia de seguir com o fornecimento.
O presidente russo Vladimir Putin afirmou anteriormente que conter e enfraquecer a Rússia é a estratégia do Ocidente de longo prazo, enquanto as sanções impostas pelo Ocidente afetaram de forma séria toda a economia mundial. Segundo Putin, os EUA e a União Europeia de fato anunciaram o default em relação às suas obrigações perante a Rússia, ao ter congelado as reservas cambiais russas. O líder russo afirma que os acontecimentos atuais na arena internacional estão pondo fim à hegemonia ocidental tanto na esfera política como na econômica.
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