Analista: EUA devem estar prontos para repelir simultaneamente ataques nucleares da Rússia e China

© Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia / Abrir o banco de imagensLançamento de míssil balístico Bulava a partir do submarino nuclear russo Yuri Dolgoruky, no mar Branco, em direção ao polígono de Kura (foto de arquivo)
Lançamento de míssil balístico Bulava a partir do submarino nuclear russo Yuri Dolgoruky, no mar Branco, em direção ao polígono de Kura (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2022
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Os EUA precisam modernizar sua estratégia de dissuasão de forma a poderem responder simultaneamente a possíveis ataques nucleares da Rússia e da China, declarou nesta quarta-feira (27) Patty-Jane Geller analista do instituto de pesquisa Heritage Foundation.
"Se temos a capacidade de aplicar a nossa estratégia em relação a um adversário que possui armas nucleares, então ela deve ser alterada de maneira a que possamos fazê-lo em relação a dois [adversários] ao mesmo tempo. Na minha opinião, não se trata de repelir um ataque nuclear da Rússia e retaliar. Precisaremos repelir o ataque, responder à Rússia e, ao mesmo tempo, preservar a capacidade de dissuadir a China", disse Geller durante uma discussão no 13º Simpósio Anual de Nebraska.

Citando um discurso do chefe do Comando Estratégico das Forças Armadas dos EUA, a analista ressaltou que os EUA hoje "simplesmente não podem se dar ao luxo de conter apenas um adversário nuclear".

De acordo com Geller, se Washington não tomar medidas decisivas no contexto da dissuasão nuclear, a sua inação prejudicará a estabilidade internacional neste domínio.
Lançamento de míssil balístico Bulava a partir do submarino nuclear russo Yuri Dolgoruky, no mar Branco, em direção ao polígono de Kura (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 11.07.2022
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Contudo, o especialista admitiu que um novo aumento de armas nucleares pelos EUA poderiam provocar uma reação de Moscou e Pequim, o que por sua vez, levaria a uma nova "corrida armamentista".
Poucos dias após o início da operação militar especial na Ucrânia, o presidente russo Vladimir Putin colocou em alerta especial as forças de dissuasão estratégica, que incluem armas nucleares. Ainda assim, o Kremlin afirmou que a Rússia não tem planos de usar armas nucleares.
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