Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Turquia anuncia acordo para transportar combustível similar a pacto alimentar entre Rússia e Ucrânia

© Foto / Marcello Casal Jr/Agência BrasiPosto de combustível (imagem de referência)
Posto de combustível (imagem de referência) - Sputnik Brasil, 1920, 26.07.2022
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O ministro da Defesa turco, Hulusi Akar, anunciou um novo pacto, desta vez para transporte de combustíveis através do mar Negro — aos moldes do acordo selado selado entre a Rússia, a Ucrânia, a Turquia e a Organização das Nações Unidas (ONU). Akar acrescentou que a aliança firmada para levar os grãos da Ucrânia já está em andamento.
O plano de transporte de combustíveis, por sua vez, ainda está sob elaboração em Ankara.

"No momento, um acordo sobre o transporte de combustível está em andamento. Será semelhante ao 'acordo de alimentos' e contribuirá para resolver a crise global", disse Akar à emissora de televisão Al Jazeera.

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Já o primeiro navio com grãos deixará um porto ucraniano em breve, segundo o ministro informou nesta terça-feira (26).
Akar disse ainda que as partes estão elaborando um planejamento do transporte seguro dos cereais através do mar Negro, acrescentando que os navios serão examinados nos portos ucranianos antes de sua saída.

"O trabalho no acordo de grãos já começou. O primeiro navio com grãos deixará o porto ucraniano em breve", declarou.

Na semana passada, Rússia, Ucrânia, Turquia e ONU assinaram um acordo que prevê a retirada dos grãos ucranianos, bem como de alimentos e fertilizantes russos, através do mar Negro a partir de três portos, entre os quais o de Odessa.
No sábado (23), representantes da Turquia, Rússia, Ucrânia e Nações Unidas começaram a trabalhar no centro de coordenação conjunta, com sede em Istambul, para exportações de alimentos e grãos para os mercados globais logo em seguida à assinatura do acordo.
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O pacto alimentar, firmado em Istambul na última sexta-feira (22), deve promover a redução dos preços no mercado alimentar global, acredita a presidente da Associação de Fornecedores de Grãos da Turquia, Gulfem Eren.
"Caso seja organizado um fornecimento de grãos seguro a partir dos portos ucranianos e russos, os preços mundiais, que já mostram tendência de redução, começarão a descer ainda mais rapidamente", disse Eren em entrevista à agência turca Anadolu.
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No ano passado, a Rússia produziu 76 milhões de toneladas de grãos, enquanto neste ano o índice deve atingir a meta de 88 milhões de toneladas.
Quanto à Ucrânia, no ano passado, o país produziu 32 milhões de toneladas, mas agora, ante o conflito no país, a produção não deve ultrapassar 20 milhões de toneladas, constatou a presidente da associação turca.

Pacto é 'lição' para os EUA e UE

A assinatura dos documentos sobre o cancelamento das restrições à exportação de algumas mercadorias russas e sobre a assistência russa à retirada de grãos ucranianos é uma lição para a União Europeia (UE) e os Estados Unidos, que não conseguiram praticamente nenhum resultado em questões militares e energéticas, acredita o professor da Universidade Livre de Bruxelas Samuel Furfari.

"Certamente isso está fortalecendo as posições do presidente turco [Recep Tayyip] Erdogan, que mostrou extraordinária habilidade diplomática, tendo conduzido com muito cuidado ambos os lados [a Ucrânia e a Rússia] às negociações separadas em Istambul com o apoio das Nações Unidas. O resultado é óbvio. É uma lição para a União Europeia e para os Estados Unidos, cujas abordagens verborrágicas — lembremos de Emmanuel Macron [presidente da França] nas questões militares ou de Joe Biden [presidente dos EUA] na Arábia Saudita nos assuntos energéticos — não levaram a qualquer resultado tangível", disse o professor à Sputnik.

Na opinião do analista, a Turquia e a ONU "foram capazes de trabalhar de forma mais eficaz a fim de atingir um acordo".
Conforme acredita Furfari, a assinatura do pacto de grãos atenuará a pressão nos mercados globais e ajudará a evitar a fome no Oriente Médio e na África.
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