Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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'Desenvolvimento infeliz': EUA estudam danos com a saída da Rússia da Estação Espacial Internacional

© Sputnik / Ramil Sitdikov / Abrir o banco de imagensCosmonauta Anton Shkaplerov antes do lançamento da espaçonave Soyuz MS-19, cosmódromo Baikonur, 5 de outubro de 2021
Cosmonauta Anton Shkaplerov antes do lançamento da espaçonave Soyuz MS-19, cosmódromo Baikonur, 5 de outubro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 26.07.2022
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Os Estados Unidos estão explorando opções para mitigar quaisquer impactos potenciais na Estação Espacial Internacional (EEI) após o anúncio de retirada da Rússia, disse o coordenador de Comunicações Estratégicas do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, nesta terça-feira (26).
Mais cedo, o novo chefe da Roscosmos, Yuri Borisov, informou ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, que Moscou cumpriria todas as suas obrigações internacionais e se retiraria do projeto da EEI após 2024.
O país recebeu com surpresa a decisão da Rússia de encerrar sua participação na EEI, segundo declarou o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, hoje (26).

"Vimos a declaração da Rússia de que planeja deixar a Estação Espacial Internacional após 2024. É um desenvolvimento lamentável, dado o trabalho científico crítico realizado na EEI, a valiosa colaboração profissional que nossas agências espaciais tiveram ao longo dos anos, e especialmente à luz do nosso renovado acordo sobre cooperação em voos espaciais", disse Price durante uma coletiva de imprensa. "Fomos pegos de surpresa pela declaração pública que saiu [na Rússia]."

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Kirby, por sua vez, disse que os EUA estão estudando os impactos potenciais que a decisão de Moscou terá no desenvolvimento da EEI.

"Estamos explorando opções, é claro, para mitigar qualquer potencial impactos na Estação Espacial Internacional depois de 2024", disse Kirby durante uma teleconferência. "Se, de fato, a Rússia se retirar, essa é a atitude responsável a ser tomada depois de ver essas reportagens."

Ao fazer o anúncio, Yuri Borisov, diretor-geral da Roscosmos, ressaltou que a Rússia pretende se concentrar na construção de sua própria estrutura.

"Vocês sabem que estamos trabalhando no âmbito da cooperação internacional na Estação Espacial Internacional. Com certeza que cumpriremos todas as nossas obrigações perante nossos parceiros, mas foi tomada a decisão de saída desta estação após 2024", confirmou ele em um relatório a Vladimir Putin, presidente da Rússia.

Foguete Longa Marcha 5B Y2, carregando o módulo central da estação espacial chinesa Tianhe, na plataforma de lançamento do Centro de Lançamento Espacial Wenchang, na província de Hainan, China, 23 de abril de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 18.04.2022
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Borisov acrescentou que, por essa época, a Roscosmos começará a criar a estação orbital russa.
Em abril, Dmitry Rogozin, então diretor-geral da Roscosmos (2018-2022), apontou que a Rússia daria um ano de aviso prévio aos parceiros da EEI antes do final dos trabalhos, um prazo estipulado por compromissos internacionais.
Os países ocidentais impuseram sanções multissetoriais contra a Rússia depois que Moscou iniciou uma operação militar especial na Ucrânia, incluindo contra a indústria espacial russa.
A Roscosmos apelou em seguida à NASA e às agências espaciais europeia e canadense para que levantassem as restrições às empresas russas Progress, Rossiyskie Kosmicheskie Sistemy (Sistemas Espaciais Russos) e o Instituto Central de Pesquisa de Construção de Máquinas (TsNIIMash), sublinhando que sem estas três entidades é impossível haver a operação segura da EEI.
É planejado que a EEI esteja em operação até 2030, com a NASA deixar cair sua estrutura em uma área remota no sul do oceano Pacífico.
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