Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia afirma que Hungria espalha 'propaganda russa'

© AFP 2022 / ATTILA KISBENEDEKO primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán (D) e o presidente russo Vladimir Putin apertam as mãos após uma conferência de imprensa na residência do primeiro-ministro em Budapeste, 30 de outubro de 2019
O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán (D) e o presidente russo Vladimir Putin apertam as mãos após uma conferência de imprensa na residência do primeiro-ministro em Budapeste, 30 de outubro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 24.07.2022
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Kiev criticou o primeiro-ministro da Hungria por dizer que sanções antirrussas e fornecimento de armas a Kiev não trouxeram resultados.
As observações do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, sobre a ineficácia das sanções antirrussas são "um exemplo clássico de propaganda russa", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Oleg Nikolenko, neste domingo (24).
Orban disse no sábado (23) que a decisão de impor sanções a Moscou e fornecer armas pesadas a Kiev transformou a União Europeia (UE) e os Estados-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em participantes de fato do conflito, mas sem obter resultados.
Respondendo em um post no Facebook, Nikolenko disse que a ideia de que "sanções não abalaram a Rússia" representam "um exemplo clássico de propaganda russa".
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que as sanções são eficazes, pois "reduziram significativamente" as capacidades militares russas, enquanto os suprimentos de armas ocidentais ajudaram a salvar vidas dos ucranianos.
Primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, durante reunião com o presidente belarusso, Aleksandr Lukashenko, em Minsk, Belarus, 5 de junho de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 23.07.2022
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Ele alegou que, se as sanções e armas fossem ineficazes, o Kremlin não teria usado "recursos loucos" para detê-los. Moscou tem alertado o Ocidente contra o fornecimento de armas a Kiev, dizendo que isso não vai impedir a Rússia de atingir seus objetivos militares, mas vai levar a mais baixas. Autoridades russas também apontaram para o efeito bumerangue das sanções ocidentais.
Em um discurso na cidade romena de Baile Tusnad no sábado, Orbán disse que o conflito poderia pôr fim à supremacia ocidental e "criar uma ordem mundial multipolar". O líder húngaro argumentou que o Ocidente precisa desenvolver "uma nova estratégia".
Nikolenko respondeu que "a Europa está em crise econômica não por causa de sanções, mas por causa da guerra híbrida da Rússia". Moscou, por sua vez, nega categoricamente as acusações de usar o fornecimento de energia como arma política.
A autoridade ucraniana disse que o presidente russo Vladimir Putin "não vai parar até que ele destrua a ordem europeia baseada em valores democráticos", o que significa que "uma ação decisiva conjunta" é necessária.
Bandeira húngara tremula em frente ao Parlamento do país em meio à inauguração da presidente Katalin Novak, Budapeste, Hungria, 14 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 25.06.2022
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"Juntos, certamente derrotaremos a Rússia, mesmo apesar dos temores do chefe do governo húngaro de que o Exército russo tenha uma 'vantagem assimétrica'", disse Nikolenko, referindo-se à afirmação de Orbán de que a Ucrânia não pode vencer a guerra devido à disparidade de forças.
Nikolenko criticou políticos ocidentais no passado. No início deste mês, ele acusou a congressista americana Victoria Spartz de tentar trazer "propaganda russa" para a política americana.
Spartz pediu um mecanismo para rastrear a ajuda militar fornecida a Kiev e expressou dúvidas sobre a confiabilidade do chefe de gabinete do presidente Vladimir Zelensky. Nikolenko aconselhou Spartz a "parar de tentar ganhar capital político extra com especulações infundadas sobre o tema da guerra" e "parar de minar os mecanismos existentes de fornecimento de assistência militar dos EUA à Ucrânia".
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