Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Viktor Orbán: Europa está em apuros, precisa de nova estratégia para a Ucrânia

© Sputnik / Viktor Tolochko  / Abrir o banco de imagensPrimeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, durante reunião com o presidente belarusso, Aleksandr Lukashenko, em Minsk, Belarus, 5 de junho de 2020
Primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, durante reunião com o presidente belarusso, Aleksandr Lukashenko, em Minsk, Belarus, 5 de junho de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 23.07.2022
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Em vez de apoiar uma das partes, a Europa, que está passando por uma grave crise econômica e política, deve ficar entre a Rússia e a Ucrânia para pôr fim ao conflito ucraniano, afirmou o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán.
Segundo Orbán, para a Hungria, é uma questão de honra afirmar que a Europa precisa de uma nova estratégia no conflito ucraniano, que vise chegar à paz.

"A Hungria não deve ter ilusões de que seremos capazes de influenciar a estratégia do Ocidente. No entanto, para nós é uma questão de honra e moral afirmar nossa posição de que é necessária uma nova estratégia, cujo objetivo é a paz e a formulação de uma boa proposta de paz. A tarefa da UE não é tomar o lado de alguém, mas de ficar entre a Rússia e a Ucrânia", disse Orbán, ao discursar na cidade romena de Baile Tusnad.

Ao mesmo tempo, o líder húngaro salientou que as sanções não afetaram Moscou, enquanto a Europa já perdeu quatro governos e está atravessando uma crise econômica e política.
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"A estratégia do Ocidente é como um carro com pneus furados em todas as quatro rodas [...] As sanções não abalaram Moscou. A Europa está em apuros, econômica e politicamente, quatro governos já foram vítimas: o britânico, o búlgaro, o italiano e o estoniano. As pessoas vão enfrentar aumentos acentuados de preços [...] E a maior parte do mundo também não nos apoiou abertamente, a China, Índia, Brasil, África do Sul, o mundo árabe, a África – todos se distanciaram deste conflito, estão lidando com os seus próprios assuntos", destacou.

O líder húngaro prevê que o conflito na Ucrânia possa pôr fim à hegemonia ocidental, dando origem a uma nova ordem multipolar.

"É muito provável que esta guerra ponha abertamente fim à hegemonia ocidental, hegemonia que foi capaz de criar de maneiras diferentes, em certos casos, de unir o mundo contra alguém... E que breve uma nova ordem mundial multipolar bata à nossa porta", disse o chefe de governo da Hungria.

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Ao falar sobre as possíveis formas de acabar com a crise ucraniana, Orbán salientou que a paz só pode ser estabelecida na Ucrânia após negociações entre a Rússia e os Estados Unidos, já que a Europa já perdeu a oportunidade de ser parte mediadora.

"Quando falamos da guerra, surge uma questão importante: o que fazer? [a pergunta foi pronunciada por Orbán em russo]. Não haverá negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia. Quem as espera, fá-lo em vão. A Rússia quer garantias de segurança, por isso só negociações entre a Rússia e os Estados Unidos podem acabar com a guerra. Até serem organizadas negociações entre a Rússia e os EUA, não haverá paz. Nós, europeus, não podemos ser mediadores nisso, já que perdemos a nossa oportunidade. Perdemo-la quando, depois da Crimeia em 2014 [trata-se da reunificação da Crimeia com a Rússia], a França e a Alemanha assumiram compromissos conforme os acordos de Minsk [tratado que previa o cessar-fogo na Ucrânia Oriental]. Infelizmente, não conseguimos garantir a realização dos acordos. Assim, os russos já não querem conduzir negociações conosco", confessou o político.

Após o início da operação especial russa na Ucrânia, o Ocidente tem imposto sanções contra Moscou, particularmente aos recursos energéticos da Rússia. O presidente Vladimir Putin afirmou que a política de contenção e enfraquecimento da Rússia é uma estratégia do Ocidente de longo prazo, enquanto as sanções foram um golpe sério em toda a economia global.
Ao longo dos últimos dois meses, quatro líderes de governo da União Europeia renunciaram aos seus cargos. Assim, em 7 de julho, como resultado da grave crise interna no Reino Unido, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson se demitiu. Anteriormente, tinha caído o governo búlgaro. A primeira-ministra estoniana, Kaja Kallas, também renunciou ao cargo. Na quinta-feira (21) o presidente italiano aceitou a renúncia do primeiro-ministro Mario Draghi.
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