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Caso seja eleita, Truss vai seguir com política beligerante contra a Rússia, diz analista

© AP Photo / Mídia AssociadaA secretária de Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Liz Truss, fala durante uma entrevista coletiva conjunta em Vilnius, Lituânia, 3 de março de 2022
A secretária de Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Liz Truss, fala durante uma entrevista coletiva conjunta em Vilnius, Lituânia, 3 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 23.07.2022
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Lis Truss, a atual ministra das Relações Exteriores britânica que atualmente disputa o cargo de premiê, vai certamente seguir com políticas beligerantes em relação à Rússia, inundando a Ucrânia com armas e treinando os seus militares, afirmou um alto funcionário europeu aposentado, Francis Cole.
A chefe da diplomacia britânica, Liz Truss, é conhecida por suas declarações agressivas em relação à Rússia. Francis Cole, antigo alto funcionário europeu, acredita que a candidata ao cargo de chefe do governo britânico, caso seja eleita primeira-ministra, vai prosseguir as políticas hostis de Boris Johnson em relação à Rússia.

"Quanto ao conflito na Ucrânia, Liz Truss, sem qualquer dúvida, se apresenta como um falcão, sendo a aliada mais próxima da administração Biden neste lado do Atlântico. Truss segue a posição a favor do fornecimento de mais armas à Ucrânia e do treinamento de militares ucranianos", disse o analista em entrevista à Sputnik.

Mesmo antes do início do conflito na Ucrânia em 24 de fevereiro, Truss mantinha relações bastante tensas com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov. Agora, diz o analista, Truss defende uma linha bastante próxima à posição radical do governo polonês.
Conforme Cole, uma prova dessa hostilidade são as declarações de Truss de que "a Rússia teria de pagar pelo que tem feito", bem como o apoio expresso a todos os britânicos que escolheram ir lutar na Ucrânia, algo de que ela, no entanto, rapidamente se retratou.
Ao mesmo tempo, Francis Cole acredita que foi graças à crise ucraniana que Liz Truss ficou amplamente conhecida na arena internacional.
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Na sua entrevista ao The Telegraph, Liz Truss chamou a si mesma de "rebelde" que deseja uma grande reviravolta nas políticas britânicas.
"Me considero uma rebelde, porque desejo mudar o estado das coisas", afirmou a política.
Falando dos exemplos mais recentes, segundo a agência de notícias Bloomberg, Truss anunciou seu plano de eliminar todas as leis restantes da União Europeia até 2023, caso seja eleita primeira-ministra do Reino Unido.
De acordo com Truss, as leis da União Europeia criam obstáculos às empresas britânicas. Anteriormente, diz a Bloomberg, a atual ministra das Relações Exteriores tinha prometido estabelecer o prazo de fim de cada lei regulatória da União Europeia. Isso inclui a eliminação das regras Solvency II (que regem as atividades seguradoras), que, segundo os críticos, têm sido demasiado onerosas, reduzindo a capacidade de investir em projetos de longo prazo, por exemplo os de infraestrutura.
A afirmação da ministra coincide com outra promessa feita na semana passada por Rishi Sunak, que anunciou no seu artigo no The Telegraph planos de reconsiderar as restantes 2.400 leis da União Europeia, a fim de eliminar ou reformar todas elas até as próximas eleições gerais, previstas para janeiro de 2025.
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Na quarta-feira (20) no Reino Unido foi realizada a quinta rodada de votação dos membros do Partido Conservador para eleger o líder do partido, que também vai ser o primeiro-ministro do país. Como resultado, dois finalistas passaram para a última etapa da disputa – a ministra das Relações Exteriores, Liz Truss, e o ex-ministro da Saúde, Rishi Sunak.
Na última rodada, será eleito um vencedor, com a participação de todos os integrantes do Partido Conservador, que hoje em dia são cerca de 200 mil. De acordo com os regulamentos, os resultados serão anunciados em 5 de setembro, quando o Parlamento voltar ao trabalho depois da interrupção de verão.
Boris Johnson, que substitui Theresa May no cargo de primeira-ministro em 2019, anunciou a sua renúncia em 7 de julho passado.
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