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Acordo de grãos vai reduzir preços de produtos alimentares no mundo, acredita Ancara

© Sputnik / Vadim Savitsky / Ministério da Defesa da RússiaSecretário-geral da ONU, António Guterres, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o ministro da Defesa turco, Hulusi Akar, durante cerimônia de assinatura do "acrodo de grãos" em Istambul, 22 de julho de 2022
Secretário-geral da ONU, António Guterres, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o ministro da Defesa turco, Hulusi Akar, durante cerimônia de assinatura do acrodo de grãos em Istambul, 22 de julho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 23.07.2022
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O "pacto alimentar" firmado em Istambul na sexta-feira (22) vai promover a redução dos preços no mercado alimentar global, acredita a presidente da Associação de Fornecedores de Grãos da Turquia, Gulfem Eren.
Ontem (22), a Rússia, Ucrânia, Turquia e ONU assinaram um acordo que prevê a retirada dos grãos ucranianos, bem como alimentos e fertilizantes russos, através do mar Negro a partir de três portos, entre os quais Odessa.
Bandeiras da Turquia, Rússia, ONU e Ucrânia durante assinatura do acordo de grãos em Istambul, 22 de julho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 22.07.2022
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Rússia firma 'pacto alimentar' com Turquia e ONU sobre retirada de grãos ucranianos do mar Negro

"Caso seja organizado um fornecimento de grãos seguro a partir dos portos ucranianos e russos, os preços mundiais, que já mostram tendência de redução, começarão a descer ainda mais rapidamente", disse Eren em entrevista à agência turca Anadolu.

Relembrou igualmente que, tanto a Rússia como a Ucrânia, estão entre os maiores produtores de grãos do mundo. No ano passado, a Rússia produziu 76 milhões de toneladas de grãos, enquanto neste ano o índice deve atingir a meta de 88 milhões de toneladas. Quanto à Ucrânia, no ano passado, o país produziu 32 milhões de toneladas, mas agora, ante o conflito no país, a produção não deve ultrapassar 20 milhões de toneladas, constatou a presidente da associação turca.
Segundo ela, o conflito na Ucrânia tem afetado primeiramente os principais importadores de grãos ucranianos: os países da África e Oriente Médio. "Esses países enfrentam uma situação difícil em meio à alta dos preços de grãos", notou a especialista, ressaltando que o acordo de Istambul permitirá eliminar os problemas de logística.
A presidente da entidade expressou ainda a confiança de que os preços de bens alimentares venham a baixar, aliviando a vida dos consumidores.

Especialista: pacto de grãos é uma lição para os EUA e a UE

A assinatura dos documentos sobre o cancelamento das restrições à exportação de algumas mercadorias russas e sobre a assistência russa à retirada de grãos ucranianos é uma lição para a UE e os Estados Unidos, que não conseguiram praticamente nenhuns resultados nem suas negociações sobre as questões militares e energéticas, acredita o professor da Universidade Livre de Bruxelas, Samuel Furfari.

"Certamente, isso está fortalecendo as posições do presidente turco [Recep Tayyip] Erdogan que mostrou extraordinária habilidade diplomática, tendo conduzido com muito cuidado ambos os lados [a Ucrânia e a Rússia] às negociações separadas em Istambul com o apoio das Nações Unidas. O resultado é óbvio. É uma lição para a União Europeia e para os Estados Unidos, cujas abordagens excessivamente palavrosas – lembremos Emmanuel Macron nas questões militares ou Joe Biden na Arábia Saudita nos assuntos energéticos – não levaram a qualquer resultado tangível", disse o professor à Sputnik.

Na opinião do analista, a Turquia e a ONU "foram capazes de trabalhar de forma mais eficaz a fim de atingir um acordo".
Conforme acredita Furfari, a assinatura do pacto de grãos atenuará a pressão nos mercados globais e ajudará a evitar a fome no Oriente Médio e África.
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