Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Subacordo do AUKUS pode envolver transferência de toneladas de material nuclear militar, diz mídia

© Foto / Flickr.com / Marinha dos EUASubmarino USS Albany (SSN 753) de classe Los Angeles (imagem referencial)
Submarino USS Albany (SSN 753) de classe Los Angeles (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 21.07.2022
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China divulga relatório de pesquisa sobre riscos de proliferação nuclear causados pela colaboração em submarinos do AUKUS.
Na quarta-feira (20), a China divulgou um relatório intitulado "O Risco de Proliferação Nuclear da Colaboração em Submarinos de Propulsão Nuclear no Contexto do AUKUS", o primeiro relatório publicado por institutos acadêmicos chineses para analisar os riscos de proliferação nuclear causados pela colaboração em submarinos de propulsão nuclear do AUKUS.
De acordo com o Global Times, especialistas alertaram que os oito submarinos movidos a energia nuclear, que vão ser fornecidos pelos EUA e o Reino Unido à Austrália, implicam na transferência de toneladas de material nuclear de grau de armamento, o suficiente para fabricar quase uma centena de armas nucleares.
Lançado em conjunto pela Associação de Controle de Armas e Desarmamento da China (CACDA, na sigla em inglês) e o Instituto de Estratégia da Indústria Nuclear da China (CINIS, na sigla em inglês), o relatório diz que a colaboração em submarinos de propulsão nuclear do AUKUS violou seriamente o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).
A proposta de colaboração do AUKUS – uma aliança política e militar formada por EUA, Reino Unido e Austrália – além de simbolizar potenciais riscos nucleares, enfraquece o regime internacional de controle de exportação de mísseis existente devido à transferência de mísseis de cruzeiro Tomahawk, de acordo com o relatório.
Primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, o premiê britânico, Boris Johnson, e o presidente americano, Joe Biden, discutem iniciativa AUKUS em videoconferência na Casa Branca, Washington, 15 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 29.06.2022
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O Tomahawk é uma arma ofensiva com capacidade nuclear desenvolvida pelos EUA. A colaboração, no entanto, vai envolver a versão mais recente do Tomahawk, com alcance de 1.700 km, ultrapassando em muito o limite máximo do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis (MTCR, na sigla em inglês), apesar de EUA, Reino Unido e Austrália serem membros e grandes defensores do MTCR.
De acordo com o presidente da CACDA, Zhang Yan, o AUKUS envolve uma questão importante e altamente sensível, que é a transferência de material nuclear de grau de armamento.
Segundo os analistas que falaram à mídia chinesa, a colaboração do AUKUS vai prejudicar o equilíbrio estratégico global e a estabilidade, aumentando as tensões geopolíticas e levando a região da Ásia-Pacífico a um caminho de confronto e divisão.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, disse que os EUA, o Reino Unido e a Austrália devem responder às preocupações da comunidade internacional, cumprir as obrigações internacionais de não proliferação nuclear e cancelar a decisão errada para a colaboração em submarinos movidos a energia nuclear.
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