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Presidente da Funai é expulso de evento em Madri sob acusações de ser anti-indígena (VÍDEO)

© Foto / Valter Campanato/Agência BrasilPresidente da Funai, Marcelo Xavier, em entrevista ao programa A Voz do Brasil, em Brasília, 8 de junho de 2022
Presidente da Funai, Marcelo Xavier, em entrevista ao programa A Voz do Brasil, em Brasília, 8 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 21.07.2022
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Servidores vêm pedindo a saída de Marcelo Xavier do comando do órgão, afirmando que ele promove o esvaziamento orçamentário e é adepto da agenda ruralista.
O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Xavier, abandonou um evento em Madri que discutia a questão dos povos indígenas após ser alvo de protestos de um ex-servidor do órgão.
O episódio ocorreu durante a 15ª Assembleia Geral do Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e o Caribe (Filac). Indignado com a presença de Xavier no evento, o ex-funcionário Ricardo Rao se levantou, apontou o dedo para Xavier e gritou:
"Esse homem não pertence aqui. Esse homem é um assassino, esse homem é um miliciano. Ele é responsável pela morte de Bruno [Pereira] e Dom Phillips."
Constrangido, Xavier deixou a sala. A indignação de Rao reflete a de outros servidores da Funai que vêm pedindo a saída do presidente do órgão. Eles acusam Xavier de estar alinhado à agenda ruralista e a uma política anti-indígena. Em junho, segundo noticiado pela Folha de S.Paulo, eles realizaram um protesto em Brasília pedindo a saída de Xavier.
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Os servidores afirmam que Xavier promove assédio moral e o esvaziamento orçamentário do órgão. A Funai atualmente tem o menor quadro de funcionários desde 2008, e os pedidos de abertura de concurso para preencher os cargos vazios vêm sendo negados.
Em entrevista ao UOL, Rao afirmou que a atuação de Xavier abriu margem para que criminosos e milicianos se sentissem seguros para não apenas ameaçar, mas matar indigenistas.

"A milícia controla hoje a Funai. Sempre recebemos ameaças. Bruno recebeu, eu recebi e até minha mãe recebeu. Agora, a diferença é que as ameaças se cumprem. Quem faz a ameaça acha que pode matar. Afinal, o [presidente Jair] Bolsonaro falou, não é?", disse Rao.

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