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Parlamento Europeu diz que UE quer bons laços com Pequim, mas vai continuar apoiando Taiwan

© AFP 2022 / HANDOUTA vice-presidente do Parlamento Europeu, Nicola Beer (E), falando durante uma reunião com a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen (D) no Gabinete Presidencial, Taipei, 20 de julho de 2022
A vice-presidente do Parlamento Europeu, Nicola Beer (E), falando durante uma reunião com a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen (D) no Gabinete Presidencial, Taipei, 20 de julho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 21.07.2022
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O status quo não pode ser alterado contra a vontade do povo taiwanês, diz a vice-presidente do Parlamento Europeu, Nicola Beer, em Taipé.
A União Europeia (UE) espera manter boas relações com Pequim, mas isso não vai impedir seu apoio a Taiwan, disse a parlamentar da UE, Nicola Beer, ao encerrar uma visita de três dias à ilha, nesta quinta-feira (21).
Segundo o South China Morning Post, a vice-presidente também disse que é necessário que a Europa não ceda às exigências de Pequim quando se trata de proteger a paz e a estabilidade dos outros.
"A UE quer continuar a ter boas relações com a China, mas isso não nos impede de falar [claramente]", disse ela, referindo-se à liberdade e democracia, a paz e estabilidade para outros, incluindo Taiwan e Lituânia.
Beer disse que a Europa defendeu Taiwan porque seria muita ingenuidade confiar em Pequim para manter sua promessa, como por exemplo, no caso de Hong Kong, em que a China prometeu respeitar um sistema especial com base na democracia e de acordo com a parlamentar, não o fez.
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"[A promessa] não foi cumprida, e por isso temos que tirar nossa lição de não ser ingênuos no caso de Taiwan. E esta é a razão pela qual deixamos claro que defendemos a liberdade e a democracia em Taiwan", disse ela acrescentando que essa também é "uma das razões pelas quais o Parlamento Europeu é muito franco sobre esse assunto".

Descrevendo sua viagem como um forte sinal das preocupações da Europa com Taiwan, Beer disse que foi no momento certo, já que a união procura combater as tentativas de Pequim de isolar a ilha internacionalmente, e garantiu que "proteger o status quo, que não pode ser alterado contra a vontade do povo taiwanês", é parte dos objetivos da UE.
A parlamentar citou ainda o conflito na Ucrânia como exemplo do que poderia acontecer em Taiwan, afirmando que "todo mundo está ciente de que regimes autoritários não respeitam a ordem internacional baseada em regras".
Além das duras críticas à China, Beer disse que a comunidade internacional deveria apoiar Taiwan na adesão a grupos globais como a Organização Mundial da Saúde (OMS), contrariando em muito a orientação de Pequim que trata a questão de Taiwan como um assunto interno, e repetidas vezes já pediu aos atores internacionais que cortassem laços oficiais diplomáticos com a ilha.
A visita de Beer é a mais recente de uma série de movimentos cada vez mais ativos de políticos europeus e americanos para combater Pequim e sua influência global.
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