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Pequim exige que EUA, que violam princípio de Uma Só China, cancelem visita de Pelosi a Taiwan

© AP Photo / Andy WongO porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, gesticula enquanto fala durante um briefing diário em seu ministério em Pequim, 24 de fevereiro de 2020
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, gesticula enquanto fala durante um briefing diário em seu ministério em Pequim, 24 de fevereiro de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 19.07.2022
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A China exigirá que Washington cancele a visita a Taiwan da presidente da Câmara dos Representantes norte-americana, Nancy Pelosi, por esta visita violar de forma grave o princípio de Uma Só China, afirmou na terça-feira (19) o representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, em uma coletiva de imprensa.
Anteriormente tinha sido comunicado que Nancy Pelosi poderia visitar Taiwan em agosto. Inicialmente a viagem da delegação norte-americana, liderada por Pelosi, foi planejada para abril. A visita, que inevitavelmente provocaria protestos por parte de Pequim, deveria ser a primeira viagem à ilha de um presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos desde 1997. Mais tarde, o representante da administração de Pelosi afirmou que a política tinha testado positivo para COVID-19. Assim, a visita foi adiada por um período indeterminado. Naquela época, o Ministério das Relações Exteriores chinês desejou a Nancy Pelosi rápidas melhoras e apelou para Washington cancelar a visita à ilha, em vez de a adiar.
"A China exige que os Estados Unidos cumpram firmemente o princípio de Uma Só China e as disposições dos três comunicados conjuntos, não organizem a visita da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA Nancy Pelosi a Taiwan, rompam quaisquer contatos oficiais com Taiwan e deixem de criar fatores de tensão no estreito de Taiwan", disse o diplomata.
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China exige que Washington rompa quaisquer contatos militares com Taiwan
Zhao Lijian salientou que, caso os Estados Unidos sigam agindo assim [em relação a Taiwan], não tomando em conta a opinião de Pequim, a China certamente tomará medidas decisivas para proteger a sua soberania nacional e integridade territorial. Além disso, ele acrescentou que "a responsabilidade total por todas as consequências caberá aos Estados Unidos".
O representante da diplomacia chinesa destacou que a China já tinha declarado inúmeras vezes que quaisquer contatos oficiais entre representantes dos EUA e de Taiwan são inaceitáveis e que, se Pelosi na realidade visitar a ilha, isso será uma violação do princípio de Uma Só China e das disposições dos três comunicados conjuntos, afetando de forma séria a base política das relações entre Pequim e Washington e dando um sinal errado às forças que se manifestam a favor da independência da ilha.
As relações oficiais entre o governo central da República Popular da China e a sua província insular foram cortadas em 1949, depois de as forças de Kuomintang, lideradas por Chiang Kai-shek, terem sido derrotadas na guerra civil com o Partido Comunista da China e se mudarem para Taiwan. Os contatos informais e comerciais entre a ilha e a China continental foram retomados nos finais dos anos 1980. A partir dos anos 1990, as partes começaram a contatar através de organizações não governamentais – a Associação de Desenvolvimento das Relações através do Estreito de Taiwan, de Pequim, e o Fundo de Trocas através do Estreito, de Taipé.
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Por que previsões ocidentais da última década sobre China não se tornaram realidade?
Os EUA têm repentinamente violado a soberania da República Popular da China, minando a política de Uma Só China.
Assim, o ex-secretário de Defesa norte-americano, Mark Esper, afirmou na terça-feira (19) que a política dos EUA em relação a Uma Só China se tornou obsoleta. Segundo Esper, Washington deve abdicar da sua política duradoura de ambiguidade estratégica no que diz respeito a Taiwan. As palavras foram pronunciadas durante uma reunião com Tsai Ing-wen, chefe de Estado de Taiwan, que a China considera sua parte integrante desde 2016.
Ao falar da política de ambiguidade estratégica, Esper tinha em conta o compromisso dos Estados Unidos de não defender Taiwan no caso de ataque perpetrado contra a ilha. O ex-secretário de Defesa norte-americano chamou a China de "um grande desafio" que as democracias mundiais estão enfrentando, acrescentando que Taiwan está na linha de frente da rivalidade entre os Estados Unidos e a China.
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