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Bruxelas planeja financiar pela 1ª vez aquisição conjunta de armas pela UE, diz mídia

© AFP 2022 / KENZO TRIBOUILLARDO comissário da União Europeia (UE) para o mercado interno Thierry Breton em coletiva de imprensa na sede da UE em Bruxelas, 16 de junho de 2022
O comissário da União Europeia (UE) para o mercado interno Thierry Breton em coletiva de imprensa na sede da UE em Bruxelas, 16 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 19.07.2022
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Proposta visa ajudar os exércitos do bloco a reabastecer e melhorar o equipamento militar em resposta ao conflito na Ucrânia.
A Comissão Europeia vai fornecer, pela primeira vez, financiamento para a aquisição conjunta de armas pelos Estados-membros para reabastecer seus exércitos e melhorar o equipamento militar em face ao conflito ucraniano.
Nesta terça-feira (19), o comissário do mercado interno, Thierry Breton, revelou que a proposta é dar incentivos financeiros a consórcios de pelo menos três Estados-membros para comprarem armas, canalizando os gastos de defesa da União Europeia (UE).
A iniciativa de € 500 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões), se aprovada pelos legisladores da UE, vai financiar, pela primeira vez, a aquisição conjunta de armas para o bloco.
De acordo com o Financial Times, a proposta se segue à decisão histórica da UE de gastar bilhões de euros para financiar suprimentos de armas para a Ucrânia após o início da operação militar especial da Rússia na Ucrânia – remessas que esgotaram os estoques nacionais de armas.
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Segundo Breton, a iniciativa seria um importante passo rumo à integração da defesa europeia. "Esta iniciativa permitirá reabastecer parte dos estoques após a resposta unida e solidária da Europa por meio da transferência de armas para a Ucrânia", afirmou ele.
O conflito na Ucrânia e a liderança norte-americana levaram a uma mudança radical no pensamento militar da EU, elevando gastos militares dos governos e aumentando orçamentos coletivos em mais de € 200 bilhões (cerca de R$ 1,12 bilhão).
Além do volume de investimento, a proposta da comissão prevê que Bruxelas reembolse cerca de 10% a 15% dos custos das novas armas se compradas de uma empresa de defesa da UE.
Embora as autoridades admitam que o orçamento de € 500 milhões vai se estender apenas a uma fração dos gastos com defesa do bloco pelos próximos dois anos, a parcela pode ser aumentada se a iniciativa for bem-sucedida.
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Alguns Estados-membros já discutiram compras comuns de mísseis terra-ar portáteis, mísseis antitanque e artilharia sob a iniciativa da comissão, acrescentou o funcionário.
Em 2020, apenas 11% dos orçamentos nacionais de defesa dos Estados da UE foram gastos em colaboração com outros governos do bloco – bem abaixo da meta de 35% estabelecida pela Agência de Defesa Europeia de Bruxelas, resultando na aquisição de diversos sistemas de armas muitas vezes incompatíveis.
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