Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Ao contrário dos EUA, China é um Estado solvente e conduz políticas independentes, diz MRE russo

© Sputnik / Serviço da imprensa do MRE russoRepresentante oficial do MRE russo, Maria Zakharova, durante o briefing, 29 de abril de 2021
Representante oficial do MRE russo, Maria Zakharova, durante o briefing, 29 de abril de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 19.07.2022
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A China, ao contrário dos Estados Unidos, é um Estado solvente e conduz políticas independentes, baseadas na responsabilidade e multilateralismo, afirmou a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova.

"O Departamento de Estado quer fazer Pequim 'pagar caro'? O problema é que, ao contrário dos Estados Unidos, a China é um Estado solvente e conduz políticas independentes, baseadas em uma abordagem responsável e um verdadeiro multilateralismo", escreveu Zakharova no seu canal no Telegram.

Anteriormente, o Departamento de Estado norte-americano declarou que a China sofreria consequências se ajudasse a Rússia a contornar as sanções. Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, os Estados Unidos, juntamente com dezenas de aliados, fariam a China "pagar caro" caso o gigante asiático começasse a fornecer armas à Rússia ou a ajudasse a contornar as sanções. Price salientou que os EUA ainda não testemunham tais ações por parte da China, mas acrescentou que estavam seguindo de perto o cumprimento do regime de sanções.
Bandeiras russas e chinesas em uma mesa antes de uma cerimônia de assinatura no Grande Salão do Povo em Pequim (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 19.07.2022
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A representante oficial da diplomacia russa também fez uma referência à Arábia Saudita, que o presidente norte-americano Joe Biden visitou há pouco no âmbito do seu périplo pelo Oriente Médio, em uma tentativa de conseguir o aumento da produção de petróleo saudita.

"Ned, [a China vai precisar de 'pagar'] tão 'caro' como a Arábia Saudita? Querem também fazer de Pequim 'pária'? Pensem duas vezes [antes de o fazer], porque todos os 'párias' declarados por Washington só ficam mais fortes, e depois os Estados Unidos têm de ir fazer-lhes pedidos e reverências. Terão de se envergonhar tanto como o fizeram os membros da delegação norte-americana durante uma reunião do vosso presidente com o príncipe herdeiro saudita Muhammad bin Salman, ao terem sido perguntados 'Ainda veem a Arábia Saudita como pária?'", salientou Maria Zakharova.

A diplomata russa lembrou que, há três anos, foi Joe Biden quem afirmou que "vai fazer com que o reino pague caro, transformando-se em pária".

"Contudo, hoje, com uma lata vazia e uma mão estendida [Biden] viajou para fazer reverência ao príncipe herdeiro bin Salman, que, agindo como um homem de Estado e em prol da estabilidade mundial, decidiu receber o presidente de um país economicamente insustentável", afirmou a representante do ministério.

Príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, se reúne com o presidente norte-americano, Joe Biden, no palácio de Al-Salam, em Gidá, segunda maior cidade do reino, 15 de julho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 18.07.2022
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Segundo Zakharova, a economia norte-americana está em uma situação muito instável.

"Há muitos anos que os Estados Unidos gastam mais do que produzem. Não há dinheiro para pagar a dívida de 30 trilhões de dólares [R$ 163 trilhões]. Todos sabem isso. O fato de Washington planejar e levar a cabo golpes de Estado em várias partes do globo, como tão sinceramente confessou há pouco o ex-assessor do presidente norte-americano de Segurança Nacional John Bolton, não implica nenhuma sustentabilidade financeira."

"Eu compararia os sistemas político-econômicos dos Estados Unidos e do Reino Unido com os aristocratas falidos, que já penhoraram os seus bens inúmeras vezes, têm um ror de dívidas, mas ainda não conseguem abandonar a vida faustosa. Assim, a sua única salvação é ter boas relações com os que estão próximo e com os seus credores. Mas vocês não são aristocratas, são burgueses", concluiu Zakharova.
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