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Petroleiros protestam contra venda de refinaria da Petrobras em MG

© FUPPetroleiros protestam contra a venda da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), em atos unificados
Petroleiros protestam contra a venda da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), em atos unificados - Sputnik Brasil, 1920, 18.07.2022
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) realizou nesta segunda-feira (18) uma mobilização contra a privatização da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG). A entidade afirma que a refinaria está sendo vendida pela direção da Petrobras "a preço de banana e sem qualquer transparência".
A Regap faz parte do plano de desinvestimento em refino da Petrobras. Esse plano pretende privatizar oito ativos, que representam cerca de 50% da capacidade de refino nacional — 1,1 milhão de barris por dia.
Durante o protesto desta segunda, o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, criticou a venda das refinarias e destacou que a Regap sozinha produz 66% da gasolina e 52% do diesel consumidos em Minas Gerais e é responsável por 7% do refino nacional.
O pacote de privatização de refinarias reúne Refinaria Abreu e Lima (RNEST), Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), Refinaria Landulpho Alves (RLAM), Refinaria Gabriel Passos (Regap), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), Refinaria Isaac Sabbá (Reman) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor). A venda da RLAM, da Bahia, já foi concluída, enquanto Reman, Lubnor e SIX já tiveram contratos de compra e venda celebrados.
O coordenador do Sindipetro MG, Alexande Finamori, lembrou "que não tem debate técnico sobre a privatização da Petrobras, é uma escolha política", destacando que a privatização vai deixar os combustíveis ainda mais caros, como foi na Bahia com a venda da RLAM.
A mobilização contra a venda da Regap também foi vista em outras refinarias, como na Lubnor, no Ceará; na Refap, no Rio Grande do Sul; na Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco; na Refinaria de Capuava, em Mauá (SP); e na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro.
A FUP destaca ainda que os trabalhadores da Petrobras estão em estado de greve e pretendem iniciar uma paralisação caso o governo Bolsonaro leve adiante a intenção de apresentar ao Congresso Nacional uma proposta de privatização da estatal de energia.

"A FUP vem alertando que, se o governo e o Congresso Nacional derem andamento a qualquer proposta de privatização da Petrobras, o país enfrentará a maior greve da história", afirmou o coordenador da FUP.

Na próxima terça-feira (19), a Petrobras e a FUP vão retomar as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A reunião será presencial e terá a participação da Transpetro, da PBIO, da TBG e da Termobahia. A FUP cobra "uma proposta digna de Acordo Coletivo, que atenda as principais reivindicações da categoria". A primeira contraproposta apresentada pela empresa foi rejeitada por unanimidade pela categoria.
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