Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Chegada de novo primeiro-ministro do Reino Unido pode 'melhorar' laços com China, diz mídia

© AFP 2022 / ANDY WONGUm trabalhador arruma as bandeiras nacionais britânica e chinesa em exibição para uma cerimônia durante o 7º diálogo econômico estratégico China-Reino Unido na Diaoyutai State Guesthouse, em Pequim, 21 de setembro de 2015
Um trabalhador arruma as bandeiras nacionais britânica e chinesa em exibição para uma cerimônia durante o 7º diálogo econômico estratégico China-Reino Unido na Diaoyutai State Guesthouse, em Pequim, 21 de setembro de 2015 - Sputnik Brasil, 1920, 15.07.2022
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Apesar de a maioria dos candidatos ao cargo serem refratários a desenvolver laços com Pequim, um deles apresenta uma visão mais 'pragmática' e acaba de vencer o primeiro turno das eleições partidárias.
O Partido Conservador do Reino Unido está escolhendo o sucessor de Boris Johnson para o cargo de primeiro-ministro do país, mas apenas um deles parece ter uma visão clara e pragmática sobre o desenvolvimento dos laços Reino Unido-China, o ex-chanceler do Tesouro (o equivalente a ministro das Finanças) do Reino Unido Rishi Sunak.
De acordo com o Global Times, especialistas chineses disseram que o novo primeiro-ministro britânico não deve promover grandes mudanças na atual política externa, mas há uma chance de o Reino Unido reestabelecer laços com a China e maximizar suas vantagens para evitar uma desaceleração econômica.
O ex-chanceler Sunak venceu a primeira rodada de votação pelos deputados com 88 votos contra 67 do segundo lugar na disputa, a ministra do Comércio Penny Mordaunt, e 50 da terceira colocada, a secretária de Relações Exteriores Liz Truss, de acordo com a BBC News.
A nova rodada de votação vai ser disputada por apenas seis candidatos, na próxima quinta-feira (21), o que deve reduzir as opções para apenas dois nomes, quando cerca de 160.000 membros do Partido Conservador devem decidir qual candidato vai se tornar o próximo líder do partido e primeiro-ministro, a ser anunciado em 5 de setembro.
Em julho de 2021, quando Sunak ainda era o ministro das Finanças, ele usou seu discurso anual na Mansion House para insistir que a Grã-Bretanha deveria fortalecer seu relacionamento comercial com a China.
Bandeira britânica em 24 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 13.07.2022
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Sunak estava pessimista quanto às perspectivas de um novo acordo regulatório com a União Europeia (UE), mas insistiu que a City de Londres estava bem posicionada para atender a um "mercado de serviços financeiros chinês em rápido crescimento, com ativos totais no valor de 40 trilhões de libras [cerca de R$ 256,6 trilhões]", de acordo com o Financial Times.
Será difícil para o novo primeiro-ministro britânico trazer os laços Reino Unido-China de volta à era anterior ao Brexit, de acordo com o diretor do Instituto de Assuntos Internacionais da Universidade Renmin da China, Wang Yiwei.
Para o especialista, se o novo primeiro-ministro puder retornar à política de mercantilismo e pragmatismo, o Reino Unido vai encontrar novas oportunidades e poderá se tornar mais competitivo melhorando os laços com a China, disse Wang.
Além de Sunak, quase todos os outros candidatos têm uma postura muito dura em relação à China, observou o professor da Escola de Relações Internacionais e Relações Públicas da Universidade de Fudan Yin Zhiguang. Segundo ele, a ministra do Comércio Penny Mordaunt, segundo lugar na disputa, pode ser mais competitiva, porque manteria uma posição ainda mais dura em relação à China do que Johnson.
"Seria difícil para uma única pessoa, mesmo que seja um líder partidário e primeiro-ministro, mudar totalmente a direção de todo o Partido Conservador, e a eleição atual ainda será dominada pelas lutas de poder de longa data dentro do partido, então não importa quem seja eleito, é improvável que haja mudanças muito significativas na atual situação internacional ou nos laços do Reino Unido com a China e os EUA", observou Yin.
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