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Cobertura vacinal entre crianças na Venezuela está alarmantemente baixa

© AFP 2022 / Adalberto RoqueMenino cubano de 13 anos recebe a vacina cubana Soberana Plus, contra a COVID-19, em 24 de agosto de 2021, no Hospital Pediátrico Juan Manuel Márquez, em Havana, durante os testes do imunizante em crianças e adolescentes
Menino cubano de 13 anos recebe a vacina cubana Soberana Plus, contra a COVID-19, em 24 de agosto de 2021, no Hospital Pediátrico Juan Manuel Márquez, em Havana, durante os testes do imunizante em crianças e adolescentes - Sputnik Brasil, 1920, 14.07.2022
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Grande parte das crianças no país não tomou as vacinas necessárias para se proteger contra 14 doenças. Números do Brasil também estão em queda.
Após uma década de crise e turbulência política, a Venezuela vem apresentando sinais de melhora econômica, que estimulou muitos cidadãos do país a retornarem para casa, após um êxodo histórico.
Porém uma área desperta preocupação. Segundo uma análise da AP, divulgada nesta quinta-feira (14), a cobertura vacinal entre crianças na Venezuela está alarmantemente baixa. Grande parte das crianças do país não tomou dose alguma, ou todas as doses necessárias, das 10 vacinas que devem ser aplicadas nos 12 primeiros meses de vida, para se proteger contra 14 doenças, entre as quais poliomielite, sarampo e tuberculose.
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De acordo com dados e depoimentos de profissionais de saúde, cerca de 70% das crianças venezuelanas tomaram a primeira dose da vacina contra o sarampo, mas menos de 30% receberam a segunda dose necessária para completar o esquema vacinal. O patamar é muito abaixo do percentual global. Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 84% das crianças no mundo receberam a primeira dose da vacina contra o sarampo e 70% tomaram a segunda dose.
Dois fatores contribuíram para o cenário: a pandemia de COVID-19, que fez com que muitas famílias ao redor do mundo deixassem de vacinar as crianças por conta do isolamento; e uma dívida da Venezuela de US$ 11 milhões (cerca de R$ 60 milhões) com o fundo rotativo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) voltada para a saúde no continente americano. Criado em 1979, o fundo possibilita que países do continente obtenham vacinas a preços acessíveis.
"As crianças na Venezuela estão sendo colocadas em risco por conta da junção dos fatores desnutrição e falta de acesso à vacinação", disse Peter Hotez, pediatra especialista em vacinação da Baylor College of Medicine, do Texas.
Em relação às vacinas contra a COVID-19, o país conseguiu obtê-las por meio de doações de China, Rússia e Cuba, que permitiram que cerca de metade dos cerca de 27 milhões de habitantes fossem imunizados. O total é inferior aos registrados por países da América do Norte e da Europa, mas superior aos de alguns países da América do Sul e da África.
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Números do Brasil também estão em queda

O recorte brasileiro também preocupa. Segundo um levantamento feito em junho pela CNN, com base em dados do DATASUS, neste ano a média da cobertura vacinal para doenças infecciosas como poliomielite, sarampo, tuberculose e febre amarela é de 27%.
O levantamento aponta que a taxa está abaixo do ideal de 90% desde 2015 e registrou queda em três anos consecutivos: 2018 (77%), 2019 (73%) e 2020 (59%).
Os números vão ao encontro de um alerta dado em março pelo Instituto Butantan, que afirmou que doenças potencialmente fatais para crianças que foram erradicadas graças à vacinação correm o risco de voltar.
No levantamento da CNN, o infectologista Marcio Nehab, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontou como causa da queda na cobertura o sucesso da política de vacinação brasileira, que levou à percepção de que não há mais necessidade de continuar se vacinando. Já o Butantan incluiu entre os fatores o aumento do movimento antivacina no país.
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