Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Caos político na Líbia agrava crise petrolífera global, diz Bloomberg

© AFP 2022 / Mahmud Turkia Foto tirada nas primeiras horas de 4 de julho de 2022 mostrando pneus queimando e bloqueando estradas durante protestos noturnos na capital líbia, Trípoli
Foto tirada nas primeiras horas de 4 de julho de 2022 mostrando pneus queimando e bloqueando estradas durante protestos noturnos na capital líbia, Trípoli - Sputnik Brasil, 1920, 13.07.2022
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Em meio à visita do presidente norte-americano Joe Biden ao Oriente Médio visando fornecer mais petróleo aos mercados internacionais, a turbulência política em "outra parte da OPEP" ameaça minar ainda mais a produção do cartel petrolífero, supõe a agência de notícias Bloomberg.
Os dois governos diferentes do país, ao concorrerem um com o outro, podem fazer com que a produção de petróleo no país-membro da OPEP caia até zero, diz a Bloomberg referindo-se aos dados da Rapidan Energy (grupo de consulta norte-americano).
A produção de petróleo na Líbia foi limitada a partir de meados de abril, depois de os protestantes terem forçado o fechamento de vários campos petrolíferos e portos. Segundo os colunistas, a luta entre as diferentes autoridades do país, que estão competindo entre si pelo controle sobre o país, não mostra quaisquer sinais de ter fim. "A produção vai cair ainda mais, sem qualquer resolução do conflito", acredita a Bloomberg.
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A edição salienta que a crise está se desencadeando no exato momento em que os importadores de petróleo exigem o aumento dos fornecimentos.

"Os preços do petróleo subiram para mais de US$ 100 por barril após o início do conflito ucraniano e a imposição pelo Ocidente de sanções contra Moscou, o que representa em si a maior turbulência no mercado ao longo das últimas décadas", lembra a publicação.

Os preços do petróleo caíram no mês passado em meio às preocupações sobre uma possível recessão nas principais economias mundiais, diz a Bloomberg. Contudo, neste ano os preços ainda aumentaram quase 30%, provocando uma inflação enorme e aumento do custo de vida.
O presidente norte-americano, Joe Biden, planeja tentar convencer os países do Golfo a produzirem mais petróleo durante sua visita à Arábia Saudita, prevista para a sexta-feira (15). Ele também anunciou que abordaria o "impasse político na Líbia".
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De acordo com os dados obtidas pela Bloomberg, as exportações do país, que possui as maiores reservas de petróleo na África, em junho se reduziram até o recorde negativo de 20 meses, que constitui 610.000 barris por dia.
A corporação petrolífera nacional suspendeu o fornecimento desde os principais portos de Es Sider e Ras Lanuf há duas semanas. Os terminais adjacentes de Brega e Zueitina não têm movimentado qualquer petróleo bruto há quase dois meses.
A Líbia mergulhou em um caos político desde a queda do líder do país Muammar Kadhafi, e seus campos do petróleo têm sido utilizados repetidamente pelas partes adversárias como um instrumento de alavancagem.
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