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Crise de gás natural na Europa é 'pior do que parece', opina Bloomberg

© AFP 2022 / Lennart PreissInstalações de gás natural da Uniper em Bierwang, Alemanha, 10 de junho de 2022
Instalações de gás natural da Uniper em Bierwang, Alemanha, 10 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 11.07.2022
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Os preços do gás natural europeu estão mais baixos do que os máximos atingidos em março, mas se for um pouco mais fundo, eles estão sinalizando uma interrupção mais prolongada do que parecia mesmo no início da ofensiva russa na Ucrânia, escreve o observador da Bloomberg Javier Blas.

"Enquanto o mercado de gás então previu uma crise de curta duração, durando talvez um par de meses, agora está representando um perigo extremo para o próximo inverno [no Hemisfério Norte], através de 2023 e, cada vez mais, para 2024", diz o artigo de opinião.

O analista notou que o primeiro texto sério chegará nas próximas duas semanas, enquanto o gasoduto Nord Stream 1 (Corrente do Norte 1), a ligação mais importante entre a Rússia e a União Europeia, está passando por obras de manutenção anual de 11 a 21 de julho.
"Berlim receia que Moscou encontre uma desculpa para mantê-lo fechado para sempre, cortando completamente o fornecimento de gás à Alemanha. Depois de tudo o que Moscou fez, o governo alemão tem razão em estar preocupado", acredita Javier Blas.
Ao mesmo tempo, na opinião dele, a Rússia pode querer manter alguns dos suprimentos de gás a fim de preservar sua influência de longo prazo, que desapareceria com a cessão completa das entregas.
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Sendo o Nord Stream 1 a principal rota para o gás russo para a Europa, a recusa de reabrir o gasoduto após a manutenção limitará o lucro que a gigante estatal russa Gazprom desfruta de preços altos do gás, aponta o observador.
Ao resumir, o autor do artigo prevê "mais risco à frente: em algum momento, Moscou vai desligar completamente a torneira, provavelmente antes do inverno, para tentar colocar a economia alemã de joelhos. Esse é um resultado que o mercado ainda não avaliou".
O preço de gás na Europa dobrou em um mês: se em 10 de junho o valor dos futuros foi de US$ 903,8 (R$ 4.750), até o final do mês aproximou-se de US$ 1.600 (R$ 8.408) e no início de julho – pela primeira vez desde março – atingiu a taxa de US$ 1.900 (R$ 9.985).
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