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Mistério da formação da Terra poderia estar resolvido

© Foto / Pixabay / OrlandowTerra (imagem referencial)
Terra (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 10.07.2022
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Pesquisadores de cinco países estudaram a composição isotópica da Terra, não estando satisfeitos com as teorias da formação da terra aceitas até agora, que dizem não explicar sua composição exata.
Uma equipe internacional de cientistas da Alemanha, Austrália, EUA, França e Suíça pode ter resolvido o mistério de como a Terra se formou, informou na sexta-feira (8) o portal Phys.org.
"A teoria dominante em astrofísica e cosmoquímica é que a Terra se formou a partir de asteroides condríticos. São blocos relativamente pequenos e simples de rochas e metais que se formaram cedo no Sistema Solar", explica Paolo Sossi, professor de plantologia experimental na Universidade ETH Zurique, Suíça, e autor principal do estudo publicado na revista Nature Astronomy.
Contudo, "o problema com esta teoria é que nenhuma mistura destes condritos pode explicar a composição exata da Terra, que é muito mais pobre do que teríamos esperado em elementos leves e voláteis, como hidrogênio e hélio", diz Sossi, cuja equipe analisou de perto a composição isotópica da Terra.
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A teoria proposta é que os planetas do Sistema Solar se formaram ao longo do tempo, com blocos menores acumulando material através de sua atração gravitacional até se tornarem planetesimais, pequenos corpos de gás e poeira acumulados, contrário do que acreditam alguns cientistas. No entanto, segundo alguns cientistas, as colisões dos materiais que mais tarde formaram nosso planeta resultaram em enormes quantidades de calor e vaporizaram os elementos mais leves.
"Os isótopos de um elemento químico têm todos o mesmo número de prótons, embora [tenham] números diferentes de nêutrons. Os isótopos com menos nêutrons são mais leves e, portanto, devem ser capazes de escapar mais facilmente. Se a teoria da vaporização por aquecimento estivesse correta, encontraríamos menos desses isótopos leves na Terra hoje do que nos condritos originais. Mas é exatamente isso que as medidas dos isótopos não mostram", delineou Sossi a versão de sua equipe.
A pesquisa indica que, contrário dos condritos, os planetesimais foram aquecidos o suficiente para criar uma separação entre seu núcleo metálico e seu manto rochoso.
A equipe de Sossi fez simulações de milhares de planetesimais colidindo para determinar se eles poderiam reproduzir corpos celestes semelhantes a Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, e concluiu que uma mistura de planetesimais poderia ter formado nosso planeta, mas também que a composição da Terra é o resultado mais provável do ponto de vista estatístico.
"Apesar de termos suspeitado, ainda achamos este resultado muito notável. Agora não só temos um mecanismo que explica melhor a formação da Terra, mas também temos uma referência para explicar a formação dos outros planetas rochosos", disse Sossi, em referência a Mercúrio, Vênus e Marte.
"O mecanismo poderia ser usado, por exemplo, para prever como a composição de Mercúrio difere da composição dos outros planetas rochoso, ou como os exoplanetas rochosos de outras estrelas poderiam ser compostos", de acordo com Paolo Sossi.
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