Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Forças ucranianas usaram pacientes de asilo como escudo humano

© AP Photo / Associated PressImagem mostra edifícios danificados em Lysychansk, em Lugansk
Imagem mostra edifícios danificados em Lysychansk, em Lugansk - Sputnik Brasil, 1920, 09.07.2022
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Conclusão é de um relatório da ONU sobre um confronto entre forças russas e ucranianas em Stara Krasnyanka, no leste de Lugansk.
Um relatório divulgado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos concluiu que militares ucranianos tiveram uma grande parcela de culpa pelo ataque a um asilo ocorrido em 11 de março, na vila de Stara Krasnyanka, localizada em Lugansk, a 580 quilômetros ao sudeste de Kiev.
O episódio ocorreu na segunda semana da operação especial da Rússia da Ucrânia, e envolveu um confronto entre forças de ambos os lados, com uma troca de tiros, seguida de incêndio dentro do asilo, que abrigava 71 idosos. Estima-se que pelo menos 50 idosos morreram em meio ao fogo cruzado.
Na ocasião, a Ucrânia acusou a Rússia de promover uma matança "cínica e deliberada" contra civis. Porém, segundo concluiu o relatório, o que o governo ucraniano omitiu é que soldados ucranianos haviam tomado posições dentro do asilo, dias antes do ataque, fazendo do local um alvo.
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Os soldados ucranianos ocuparam o asilo porque ele fica em uma zona estratégica, em cima de uma colina e próximo a uma estrada importante para o deslocamento de tropas. Dias antes do confronto, o diretor da instituição pediu repetidas vezes que os residentes do asilo fossem retirados para um lugar seguro, mas a evacuação se tornou impossível porque os soldados ucranianos minaram o entorno do prédio, deixando os idosos restritos ao local. Forças russas se aproximaram no asilo em 7 de março, e o confronto entre as partes durou até 11 de março. No último dia de embate, um incêndio tomou o prédio, enquanto soldados ucranianos se retiravam.
"Um incêndio começou e se espalhar pela casa de repouso, enquanto os combates continuavam", diz o relatório. De acordo com a ONU, alguns pacientes e funcionários conseguiram fugir para uma floresta próxima, onde foram acolhidos por soldados russos que providenciaram assistência.
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O relatório da ONU é mais um exemplo da narrativa distorcida do lado ucraniano sobre os confrontos e mortes de civis. De acordo com a Associated Press, manter a narrativa de que a Rússia é autora de ataques indiscriminados é importante para Ucrânia, pois garante o fluxo de bilhões de dólares em ajuda militar e humanitária fornecida pelo Ocidente.
O relatório da ONU não afirma que a Rússia ou a Ucrânia cometeram crime de guerra no episódio, mas alerta para o uso em potencial de “escudos humanos” para impedir avanços militares em algumas regiões.
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