Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
Panorama internacional
Notícias sobre eventos de todo o mundo. Siga informado sobre tudo o que se passa em diferentes regiões do planeta.

The Times: em caso de guerra com Rússia, Reino Unido teria munição suficiente apenas para 2 dias

© AP Photo / Sergei StepanovTanques em plataformas de caminhões militares do Reino Unido, com tropas e equipamento militar, chegam à base da OTAN em Tapa, Estônia, 25 de fevereiro de 2022
Tanques em plataformas de caminhões militares do Reino Unido, com tropas e equipamento militar, chegam à base da OTAN em Tapa, Estônia, 25 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 06.07.2022
Nos siga noTelegram
Em caso de guerra com Moscou, Londres teria munições só para dois dias, já que ao reino falta equipamento para realizar tarefas de combate, escreve o jornalista britânico Edward Lucas em seu artigo no jornal The Times.

"O pesadelo de cada soldado está iminente para as Forças Armadas britânicas em caso de guerra com a Rússia. Os detalhes são justamente secretos (embora provavelmente não para os russos). Mas o quadro geral é sombrio e claro: ao Reino Unido faltam munições para sua principal tarefa militar", constata ele.

O jornalista relembra que em uma conferência de guerra terrestre, RUSI Land Warfare 2022, na semana passada, foi constatado que com a cadência de tiros russa "ficaríamos sem projéteis de artilharia em apenas dois dias".
O perigo é agravado pelo fator geográfico, aponta Edward Lucas: "A guerra mais provável que os soldados britânicos enfrentam agora é na Estônia, uma jornada de 24 horas e 1.500 milhas [2.415 km]. Nossa capacidade de mover grandes quantidades de equipamentos e abastecimentos através de tais distâncias não foi testada, mesmo em tempo de paz".
Se o conflito deflagrar, o Reino Unido deve esperar apenas a ajuda do lado dos EUA, acredita o autor do artigo.

"Quando as nossas munições convencionais acabarem, apenas os americanos sobrecarregados, ou armas nucleares, estarão entre nós e a derrota. Se a Rússia sobreviver a primeira semana, ganhará", acredita Lucas.

Na sua opinião, "a Rússia sabe que décadas de complacência e corte de custos deixaram as forças do Reino Unido mal equipadas". E esse é o problema do Exército britânico.
Conforme aponta Edward Lucas, duas décadas já passaram desde que o Reino Unido conduziu pela última vez grandes exercícios de blindados, em Omã em 2001. "Os problemas que foram revelados de confiabilidade dos equipamentos e disponibilidade de peças de reposição, combustível e outros suprimentos pioraram em muitos casos", resumiu.
Soldados britânicos atuando na Síria - Sputnik Brasil, 1920, 05.07.2022
Panorama internacional
Plano do Reino Unido de reduzir tropas 'vai quebrar' o resto do Exército britânico, alerta general
O jornalista ainda sugere uma solução de curto prazo: comprar munições de países "com grandes forças armadas e sem dores de cabeça militares (Brasil, por exemplo)".
Porém, o país precisa de repensar fundamentalmente o problema, assegura o jornalista.

"Se a nossa principal prioridade é ajudar a OTAN a defender os nossos aliados europeus contra a Rússia, os nossos porta-aviões, caros e vulneráveis, podem parecer elefantes brancos. Os sonhos do governo de um Reino Unido global estão se encontrando com a geopolítica do mundo real à nossa porta. Por anos escolhemos quais guerras combater. A próxima pode nos escolher."

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала