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Empresa chinesa compra terras agrícolas nos EUA perto de base aérea militar e preocupa Washington

© AFP 2022 / Jim WatsonAgricultura nos EUA (foto de arquivo)
Agricultura nos EUA (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 02.07.2022
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O grupo chinês Fufeng – maior produtor mundial de glutamato monossódico do mundo com sede em Shandong, na China – comprou recentemente 121 hectares de terras agrícolas no estado da Dakota do Norte, e está levantando preocupações no Senado e na Força Aérea dos EUA.
A aquisição das terras na cidade de Grand Folks, no estado norte-americano da Dakota do Norte, levantou preocupações de segurança nacional em Washington a partir do momento que o terreno fica perto da Base Aérea de Grand Forks, lar de alguns dos drones militares mais sensíveis do país, de acordo com a CNBC.
A base também abriga um novo centro de rede espacial, que uma autoridade, citada pela mídia, disse lidar com "a espinha dorsal de todas as comunicações militares dos EUA em todo o mundo".
Com isso, lguns especialistas em segurança alertam que a usina chinesa de moagem de milho deve ser interrompida, porque poderia oferecer à inteligência chinesa acesso sem precedentes à instalação.
Segundo a mídia, o debate sobre a presença do grupo Fufeng na região agitou a pequena comunidade, com grandes audiências no conselho da cidade, políticos locais em conflito uns com os outros e grupos de bairro se preparando para bloquear o projeto.
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Até o momento, a Força Aérea dos EUA não assumiu uma posição oficial sobre o projeto chinês, mas em abril o oficial, Jeremy Fox, circulou um memorando classificando a compra da empresa chinesa como uma ameaça à segurança nacional e alegando que se encaixa em um padrão de campanhas de espionagem subnacionais chinesas usando projetos de desenvolvimento econômico comercial para se aproximar das instalações da Defesa.
"Alguns dos elementos mais sensíveis de Grand Forks existem com os uplinks e downlinks digitais inerentes aos sistemas aéreos não tripulados e sua interação com ativos baseados no espaço", escreveu ele. E qualquer coleta de dados "apresentaria um risco caro à segurança nacional, causando graves danos às vantagens estratégicas dos Estados Unidos".
Fox também argumentou que a Força Aérea teria pouca capacidade de detectar qualquer vigilância eletrônica em transmissões de drones e satélites sendo conduzidas a partir da propriedade chinesa.
Entretanto, a CNBC reafirma que essa não é a posição da instituição militar, mas ao mesmo tempo, diz que também há resistência no Senado norte-americano com o projeto.
O senador, Kevin Cramer, se opõe ao projeto, apesar das vantagens econômicas que ele pode trazer para seus próprios eleitores. Ele disse que suspeita da intenção do governo chinês.
"Acho que subestimamos grosseiramente a eficácia deles em coletar informações, coletar dados, usá-los de maneiras nefastas. E então eu prefiro não ter o Partido Comunista Chinês fazendo negócios no meu quintal", afirmou o senador citado pela mídia.
Além de Cramer, o presidente do Senado, Mark Warner, e o membro do Comitê de Inteligência do Senado, Marco Rubio, também disseram à CNBC que se opõem ao projeto.
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