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Mídia: em caso de guerra com Rússia, OTAN não salvará o Báltico, que seria derrotado em 15 dias

© Sputnik / Ilia PitalevMilitares russos em Mariupol
Militares russos em Mariupol - Sputnik Brasil, 1920, 30.06.2022
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Em caso de confrontação militar entre a Rússia e a OTAN, Moscou poderia ocupar o território dos Países Bálticos em apenas 15 dias, e o bloco não conseguiria ajudar a tempo, opina em coluna para o portal tcheco iDNES.cz o jornalista Milan Vodicka.
As existentes Forças de Reação Rápida da aliança possuem 40 mil indivíduos no Leste Europeu, e em conformidade com a estratégia do bloco, elaborada inicialmente para o combate ao terrorismo, entrariam em hostilidades no decorrer de 15 dias após o seu início, explica o especialista.

"Tal passo era bem suficiente para o período quando a aliança reagiu às mensagens sobre jihadistas terem começado a alimentar os camelos para irem para a batalha após a neve derreter. Mas os russos são capazes de derrotar completamente o Báltico em 15 dias", afirmou Vodicka.

O observador notou que a nova estratégia da Aliança Atlântica, anunciada na quarta-feira (29) durante a cúpula do bloco em Madri e que prevê a instalação no Leste Europeu de até 300 mil soldados, agora é irrealizável. Na opinião dele, os exércitos do Ocidente têm se degradado muito nas últimas décadas com o combate a terroristas.

"Isso levou à transformação dos exércitos em destacamentos baratos de expedicionários, admirados por homens barbudos de unidades especiais. Mas agora o Ocidente precisa de mais tanqueiros e artilheristas", aponta o jornalista.

Além dos problemas com o pessoal, os países da OTAN estão sofrendo déficit de armas, o que foi demonstrado pelo esgotamento dos arsenais militares dos países ocidentais após o fornecimento de armamento à Ucrânia, especificou Vodicka.
Em 29 de junho, os líderes dos países-membros da OTAN aprovaram o novo Conceito Estratégico da aliança até 2030 que rotula a Rússia como "ameaça direta". Os políticos afirmaram que Bruxelas quer manter canais de comunicação com Moscou para baixar os riscos, mas já não a vê como sua parceira.
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