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Boris Johnson sugere recriar aliança tipo Império Romano para fortalecer União Europeia

© AFP 2022 / Joe GiddensO primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Boris Johnson, fala com membros da mídia depois de chegar à RAF Brize Norton, a oeste de Londres, depois de retornar de Kyiv, na Ucrânia, em 18 de junho de 2022
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Boris Johnson, fala com membros da mídia depois de chegar à RAF Brize Norton, a oeste de Londres, depois de retornar de Kyiv, na Ucrânia, em 18 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 30.06.2022
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O primeiro-ministro britânico apoiou a proposta do presidente francês sobre a Comunidade Política Europeia ao sugerir a criação de uma espécie de novo Império Romano abrangendo a Turquia e os principais países da África do Norte, na intenção de fortalecer a unidade regional, relatou na quarta-feira (29) o Financial Times.
A união de países sugerida por Boris Johnson se estenderia do Reino Unido até a região do Magrebe, no norte da África, e incluiria a Turquia e a Ucrânia. Ele disse que tinha formulado a ideia de Emmanuel Macron ainda "quando ocupei o cargo de secretário de Estado pela primeira vez".
Ao discursar na coletiva de imprensa a caminho da cúpula da OTAN em Madri nesta quarta-feira (29), o premiê disse acreditar que "deveríamos basicamente recriar o Mare Nostrum do Império Romano".
Mare Nostrum era o nome romano do Mediterrâneo, adotado na época quando o império controlava a maior parte da Europa, a costa do norte da África e o território da Turquia moderna, estendendo-se à região do Cáucaso.
A proposta de Macron para a comunidade política, que seria mais ampla do que a União Europeia, atualmente formada por 27 nações, seria destinada primeiramente a levar a Ucrânia e outros países do Leste da Europa para a "família", mesmo que eles ainda não sejam ou possam nunca ser membros do bloco.
Recentemente, na cúpula do G7 na Alemanha, o Palácio do Élysée sugeriu que o primeiro-ministro britânico mostrou "interesse" no plano do presidente francês durante uma reunião bilateral.
Presidente da França, Emmanuel Macron, o presidente dos EUA, Joe Biden, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a cúpula do G7 na Alemanha, 26 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 29.06.2022
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Cúpula do G7 resultou em fracasso, diz Politico
Embora as relações entre os líderes da França e Reino Unido tivessem sido bastante "frias" no passado, escreve o jornal, ambos concordaram com um "novo começo" no domingo (26) na cúpula do G7. Um alto funcionário britânico descreveu sua nova parceria como "le bromance", porém, um funcionário francês estava menos animado, descrevendo o encontro como apenas tendo corrido bem.
Mesmo assim, ainda há muitas questões em que Johnson e Macron discordam, com Paris supostamente descontente com a reviravolta do premiê britânico na questão do Brexit, bem como com suas alegações públicas dizendo que Macron está sendo insuficientemente agressivo nas negociações com o presidente russo Vladimir Putin.
Os 27 Estados-membros da UE começaram a discutir a proposta de Macron, mas têm visões diferentes do que ela deveria implicar. Vários estão apoiando um clube informal para discutir desafios comuns.
"Não há sala de reuniões onde todos, da Islândia ao Reino Unido, se encontrem", disse um diplomata europeu.
Tais observações ecoam no tema da reunião de quarta-feira (29) da aliança, durante a qual o bloco aprovou seu novo Conceito Estratégico ainda mais abertamente antirrusso, declarando que Moscou "quebrou a paz e alterou gravemente nosso ambiente de segurança" ao atacar a Ucrânia. Os membros do bloco se tranquilizaram uns aos outros afirmando que sua aliança é "única, essencial e indispensável" e prometeram trabalhar juntos para frustrar os "atores autoritários" ameaçando a "ordem internacional baseada em regras".
Espera-se também a reunião de Johnson com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, bem como com os líderes da Suécia e Finlândia, que a OTAN recebeu de braços abertos em sua mais rápida aprovação de novos membros. Aliás, não se sabe se ele planeja abordar com estes três presidentes o assunto de seu novo Império Romano.
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