Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Xiconomia: como a China e outras nações do BRICS tornam reais as aspirações de desenvolvimento

© AP Photo / Ng Han GuanPresidente Xi Jinping em cerimônia no dia 8 de abril de 2022.
Presidente Xi Jinping em cerimônia no dia 8 de abril de 2022.  - Sputnik Brasil, 1920, 29.06.2022
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O BRICS está se transformando na plataforma mais eficaz no mundo de ajuda aos países em desenvolvimento, diz um artigo publicado pela agência de notícias chinesa Xinhua. Os países do BRICS obtêm sucesso em implementar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável baseados nos princípios da "xiconomia", liderada pela China.
O artigo examina os resultados das atividades que o Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do BRICS) está atingindo a fim de acelerar o crescimento econômico dos países do grupo. O estado brasileiro do Pará apresenta-se como o exemplo mais notável de como uma das regiões mais pobres do Brasil se converteu em uma área com uma infraestrutura modernizada.
O estado do Pará possui um dos portos mais movimentados do Brasil e uma vasta diversidade em riquezas minerais e agrícolas. No entanto, diz a publicação, durante décadas a população local tem lutado para poder aproveitar a abundância natural para seu próprio bem-estar.
"A falta de fundos para grandes projetos, como estradas ou linhas de transmissão, fez com que a integração do estado com os mercados no sul do país, bastante rico, fosse adiada. A população local tem acesso limitado a uma infraestrutura menor que lhes ajuda a ganhar dinheiro diretamente", diz o artigo.
Dos 26 estados da República Federativa do Brasil, o Pará é quinto em termos de PIB per capita, antes de tudo devido a uma escassez crónica de infraestrutura. Contudo, segundo a publicação, agora a situação está mudando. Em particular, em 2018 e 2021 o Novo Banco de Desenvolvimento concedeu empréstimos de mais de US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão) para construir estradas, pontes, bem como instalações de saneamento e comunicação no Pará.
O presidente da China, Xi Jinping, chega a uma reunião com membros do Conselho Empresarial e membros da gestão do Novo Banco de Desenvolvimento, durante a cúpula do BRICS em Brasília, 14 de novembro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 23.06.2022
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Expansão do BRICS pode ampliar influência da China?
Promover o bem-estar dos povos sempre tem sido o objetivo principal da cooperação no âmbito do BRICS, afirma o autor do artigo.

"Promover o bem-estar dos povos sempre tem sido um dos rumos principais da cooperação do BRICS ao longo dos últimos 16 anos. Desde sua criação em 2015, o NBD [Novo Banco de Desenvolvimento] passou a ser uma parte essencial do mecanismo do BRICS destinado a promover o desenvolvimento conjunto, baseando-se na filosofia centrada no bem-estar das pessoas."

O NBD já aprovou mais de 80 projetos, incluindo de transportes, energia e outros tipos de infraestrutura, com um portfólio total de cerca de US$ 30 bilhões.
O apelo à abordagem centrada no bem-estar das pessoas do líder chinês Xi Jinping, pronunciado na cerimônia de abertura do Fórum Empresarial do BRICS, tem muito a ver com a chamada "xiconomia", em que tem sido baseado o desenvolvimento da própria China e de acordo com cujos princípios funcionam os programas de cooperação globais.
Em 2001, quando o economista britânico Jim O'Neill inventou o termo "BRIC" – o acrônimo para Brasil, Rússia, Índia e China – tratava-se de um aconselhamento sobre investimentos. Assim, o economista indicou as perspectivas promissoras das economias emergentes. Depois de a África do Sul aderir ao grupo em 2010, a associação passou a ser chamada de BRICS e a representar um quarto do PIB global, 18% do comércio global e 25% do investimento estrangeiro mundial.
© Alan Santos / Palácio do Planalto / CCBY 2.0Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante foto de família dos Líderes dos BRICS (foto de arquivo)
Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante foto de família dos Líderes dos BRICS (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 29.06.2022
Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante foto de família dos Líderes dos BRICS (foto de arquivo)
A cooperação comercial entre os países do BRICS atingiu um progresso notável: em 2021, diz o artigo, o volume total de trocas comerciais alcançou quase US$ 8,55 trilhões (R$ 44,8 trilhões). Rosalia Varfalovskaya, uma pesquisadora da Academia de Ciências da Rússia, afirma que os membros do BRICS possuem amplos recursos humanos e um grande potencial econômico, além de ocuparem uma posição central na cadeia industrial global.
Para enfrentar os desafios da modernidade, no âmbito da agenda do BRICS para o ano de 2022 o grupo inaugurou um centro de pesquisa e desenvolvimento em linha. O objetivo dos cinco países do grupo é tornar as vacinas contra a COVID-19 mais acessíveis para os países em desenvolvimento.
Segundo o artigo, a lacuna na imunização é uma das preocupações mais sérias dos países do BRICS. Além das vacinas, o BRICS tem provido a partilha de outros "bens públicos", como a experiência e tecnologia de desenvolvimento, em particular para o Sul global, a fim de dar impulso ao desenvolvimento sustentável. A China, por exemplo, no âmbito da realização da "xiconomia", ajuda muitos países africanos, como Moçambique, a desenvolver uma agricultura moderna com o apoio do sistema de navegação por satélite BeiDou e equipamento não tripulado elaborados pela própria China.
Presidente chinês, Xi Jinping, e membros do Partido Comunista da China - Sputnik Brasil, 1920, 23.06.2022
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Putin pede alternativas ao dólar, e China quer acordo de livre comércio do BRICS

"Em 2017, a China transformou oficialmente sua política de ajuda a outras nações no que ficou conhecido como 'BRICS Plus' construindo uma parceria mais abrangente com outros países em desenvolvimento e organizações, para fazer do BRICS uma plataforma mais influente para a cooperação Sul-Sul", afirma a publicação.

O presidente argentino Alberto Fernández expressou na sexta-feira (24), ao participar virtualmente da XIV Cúpula dos líderes do BRICS, a aspiração da Argentina a ser um "membro pleno" do bloco. Após a Argentina, o Irã também manifestou interesse em ingressar no grupo das cinco principais economias emergentes, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh.
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