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Jeanine Añez recusa oferta de Bolsonaro para asilo; governo da Bolívia abrirá processo contra Brasil

© AP Photo / Juan KaritaEx-presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, é escoltada pelo Ministro do Governo Carlos Eduardo Del Castillo, à direita, e o Comandante da Polícia Boliviana Jhonny Aguilera, no aeroporto militar de El Alto, Bolívia, 13 de março de 2021
Ex-presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, é escoltada pelo Ministro do Governo Carlos Eduardo Del Castillo, à direita, e o Comandante da Polícia Boliviana Jhonny Aguilera, no aeroporto militar de El Alto, Bolívia, 13 de março de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 29.06.2022
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Após ser convidada pelo presidente para ser acolhida em território brasileiro, governo boliviano caracterizou a proposta de Bolsonaro como "inapropriada ingerência em assuntos internos" e disse que abrirá um processo contra o Brasil.
No último domingo (26), o presidente, Jair Bolsonaro (PL), ofereceu à ex-presidente da Bolívia, Jeanine Añez, asilo no Brasil após ela ser sentenciada a dez anos de prisão no dia 10 deste mês por golpe efetuado na Bolívia em 2019.
Durante uma entrevista ao programa "4 x 4" Bolsonaro revelou o plano de acolher a ex-mandatária.

"O Brasil está botando em prática a questão de relações internacionais, de direitos humanos, para ver se traz a Jeanine Añez e oferece para ela o abrigo aqui no Brasil. É uma injustiça com uma mulher presa na Bolívia. Faremos tudo o que for possível", afirmou.

Entretanto, Añez, através de seu Twitter que é gerenciado por seus parentes, agradeceu o convite, mas disse que "não saiu e não sairá" de seu país.
Jeanine Añez agradece a Jair Bolsonaro, que não conhece pessoalmente, por seu repúdio aos abusos cometidos contra o ex-presidente da Bolívia. Ela é inocente e não saiu e não vai sair do país. Exigir julgamento de responsabilidade pela verdade e justiça.
A ex-chefe de Estado voltou mais uma vez a declarar que "não conhece o presidente", embora Bolsonaro tenha afirmado que se encontrou com ela, segundo a Folha de São Paulo.
"Estive uma vez com ela apenas. Achei uma pessoa bastante simpática, uma mulher, acima de tudo", declarou.
Segundo a mídia, esse contraponto tem sido usado pelo governo boliviano para concluir que a renúncia do então presidente, Evo Morales, em novembro de 2019, foi um golpe de Estado arquitetado com a cumplicidade de agentes externos.

Dessa suposta conspiração internacional teriam participado, de acordo com os aliados de Evo Morales, o Brasil, o Equador, a União Europeia e os Estados Unidos.
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O governo boliviano, através de seu ministro das Relações Exteriores, Rogelio Mayta, classificou a proposta de Bolsonaro de "inapropriada ingerência em assuntos internos" e seu convite como uma "desafortunada declaração".

"Lamentamos as desafortunadas declarações do presidente do Brasil, que são absolutamente impertinentes, constituem uma inapropriada ingerência em assuntos internos, não respeitam as formas de relacionamento entre Estados e não coincidem com as relações de boa vizinhança e de respeito mútuo entre Brasil e Bolívia", afirmou.

Mayta disse ainda que o governo da Bolívia abrirá um processo contra o Brasil: "Já trabalhamos nessa queixa. Vamos cumprir com as regras do relacionamento internacional e, nesse caso, o correto é fazermos uma reclamação diplomática", apontou o ministro.
Pelo lado dos legisladores governistas, o presidente da Câmara de Deputados, Freddy Mamani, interpretou que "a proposta de Bolsonaro confirma a sua cumplicidade no golpe de Estado de 2019".
© AP Photo / Juan KaritaA ex-presidente interina da Bolívia Jeanine Añez acena de uma janela da prisão feminina de Miraflores, em La Paz, na Bolívia, em 18 de agosto de 2021
A ex-presidente interina da Bolívia Jeanine Añez acena de uma janela da prisão feminina de Miraflores, em La Paz, na Bolívia, em 18 de agosto de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 29.06.2022
A ex-presidente interina da Bolívia Jeanine Añez acena de uma janela da prisão feminina de Miraflores, em La Paz, na Bolívia, em 18 de agosto de 2021
De acordo com o jornal, para conceder o asilo, o mandatário brasileiro disse que o processo dependeria do consentimento do governo boliviano. Disse, ainda, que conversou sobre o assunto com alguns líderes da América Latina durante a Cúpula das Américas, citando o argentino Alberto Fernández, aliado do atual governo da Bolívia.
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