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É improvável que Camberra obtenha submarinos nucleares pelo AUKUS até 2030, diz Defesa australiana

© AP Photo / Andrew HarnikPrimeiro-ministro australiano, Scott Morrison, o premiê britânico, Boris Johnson, e o presidente americano, Joe Biden, discutem iniciativa AUKUS em videoconferência na Casa Branca, Washington, 15 de setembro de 2021
Primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, o premiê britânico, Boris Johnson, e o presidente americano, Joe Biden, discutem iniciativa AUKUS em videoconferência na Casa Branca, Washington, 15 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 29.06.2022
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O ministro da Defesa da Austrália, Richard Marles, afirmou nesta quarta-feira (29) que é muito improvável que Camberra consiga obter seus primeiros submarinos nucleares no âmbito do pacto trilateral AUKUS até o ano de 2030.
"Acho que é extremamente otimista", disse Marles durante entrevista à ABC, especificando que, na verdade, o antigo governo, na sua opinião, olhava para um novo submarino nuclear na década de 2040.
"Agora, vamos considerar cada opção disponível para tentar e adiantar o horário. Acho que acelerar em oito anos desde agora seria extremamente otimista", constatou o ministro australiano.
Ele ressaltou que o Departamento de Defesa apresentará suas descobertas sobre o caminho que a Austrália tomará para desenvolver submarinos nucleares em março do próximo ano. Atualmente, Camberra está tomando decisão se quer ou não desenvolver sua frota de submarinos nucleares por meio do uso de tecnologias americanas ou britânicas.
"Precisamos primeiro entender qual capacidade vamos buscar, qual exatamente será o próximo submarino nuclear – ou simplesmente próximo submarino que teremos, quando podemos obtê-lo e qual capacidade surge disso e, portanto, qual é a solução para essa lacuna de capacidade", revelou o ministro.
O dirigente acusou o governo liberal anterior, liderado por Scott Morrison, de "inércia" e incapacidade de adquirir o sucessor de submarinos diesel-elétricos da classe Collins da frota atual da Marinha Real Australiana.
"Pessoas devem entender que quando o antigo governo chegou ao poder em 2013, esperou-se que tivéssemos o submarino sucessor do Collins em meados de 2020, nos próximos dois anos. Sua inércia, suas falhas e seu trabalho ruim efetivamente abriram uma lacuna de capacidade de 20 anos", afirmou o chefe da Defesa australiana.
O governo australiano anterior, que perdeu a eleição federal em maio, rompeu o acordo com a Naval Group francesa em setembro passado, que daria a Camberra submarinos diesel-elétricos avançados até 2030. Em vez disso, o gabinete optou por submarinos desenvolvidos pela própria Austrália, os EUA e Reino Unido, no âmbito do acordo de segurança anunciado em setembro de 2021.
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