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Assessora afirma que Trump tentou pegar volante de limusine para se juntar ao motim no Capitólio

© AP Photo / Seth WenigO ex-presidente Donald Trump durante discurso, em Bedminster, em Nova Jersey, no dia 7 de julho de 2021
O ex-presidente Donald Trump durante discurso, em Bedminster, em Nova Jersey, no dia 7 de julho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 29.06.2022
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No curso das investigações do episódio que ficou conhecido como invasão do Capitólio, nos EUA, muito tem sido revelado sobre as supostas ações do ex-presidente norte-americano, Donald Trump.
De acordo com novo testemunho, Donald Trump teria tentado agarrar o volante de sua limusine presidencial no dia 6 de janeiro de 2021, quando sua equipe de segurança se recusou a levá-lo ao Capitólio dos EUA, local onde seus apoiadores estavam se revoltando, testemunhou uma ex-assessora na última terça-feira (28).
Recentemente, a Reuters divulgou parte do depoimento de Cassidy Hutchinson, uma das principais assessoras do então chefe de gabinete de Trump, Mark Meadows.
Segundo o depoimento, o então presidente rejeitou as preocupações de que alguns apoiadores se reuniram para seu discurso inflamado do lado de fora da Casa Branca, naquele dia, carregando rifles AR-15. Ao contrário do que os protocolos de segurança exigem, Trump teria pedido à segurança que parasse de examinar os participantes com detectores de metal para que a multidão parecesse maior.
"Leve embora as revistas horríveis; eles não estão aqui para me machucar", disse Cassidy Hutchinson, citando Trump naquela manhã.
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Em seu depoimento, no sexto dia de audiências na Câmara dos Deputados, Hutchinson disse que a conversa foi relatada a ela por Tony Ornato, um alto funcionário do Serviço Secreto que era vice-chefe de operações do gabinete de Trump.
O New York Times e a CNN, citando fontes não identificadas, disseram que, tanto o chefe da equipe de segurança de Trump, Robert Engel, quanto o motorista da limusine, estariam prontos para testemunhar e negar a versão, assim como Ornato. Mas, segundo a testemunha, Engel estava na sala no momento em que Ornato teria revelado os detalhes daquele dia.
Hutchinson testemunhou que Trump lutou com agentes do Serviço Secreto, que insistiram para que ele voltasse à Casa Branca em vez de se juntar aos apoiadores que invadiram o Capitólio, onde o Congresso estava se reunindo para certificar a vitória do democrata Joe Biden.
"'Eu sou o maldito presidente. Leve-me até o Capitólio agora'", disse Hutchinson, citando Trump enfurecido. Ainda de acordo com ela, Trump teria tentado, do banco de trás, agarrar o volante do veículo presidencial blindado, atacando um funcionário do Serviço Secreto em seu acesso de raiva.
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Trump nega a versão relatada pela ex-assessora e afirmou em sua rede social que "sua história falsa de que eu tentei pegar o volante da limusine da Casa Branca para conduzi-la ao Capitólio é 'doente' e fraudulenta".
O Serviço Secreto norte-americano emitiu um comunicado dizendo que coopera totalmente com o comitê e continuaria a fazê-lo, de modo formal, assim que solicitado.
A advogada de Hutchinson, Jody Hunt, escreveu no Twitter que ela "testemunhou sob juramento e contou o que lhe foi dito. Aqueles que têm conhecimento do episódio também devem testemunhar sob juramento".
Mesmo depois de ter suas alegações de fraude eleitoral rejeitadas por dezenas de tribunais, Trump insiste que foi vítima de uma conspiração mirabolante que inclui histórias envolvendo uma empresa de segurança italiana e a adulteração pelo falecido presidente venezuelano Hugo Chávez de cédulas eleitorais dos EUA.
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