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Presidente da Câmara boliviana diz que Bolsonaro ofereceu asilo a Áñez por suposto golpe

© AFP 2022 / HANDOUTDa esquerda para a direita: o presidente da Câmara dos Deputados, Freddy Mamani, o vice-presidente da Bolívia David Choquehuanca, o presidente da Bolívia Luis Arce e o presidente do Senado, Andronico Rodriguez na varanda do palácio presidencial Quemado, durante a cerimônia de inauguração em La Paz, em 8 de novembro de 2020
Da esquerda para a direita: o presidente da Câmara dos Deputados, Freddy Mamani, o vice-presidente da Bolívia David Choquehuanca, o presidente da Bolívia Luis Arce e o presidente do Senado, Andronico Rodriguez na varanda do palácio presidencial Quemado, durante a cerimônia de inauguração em La Paz, em 8 de novembro de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 28.06.2022
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O presidente da Câmara dos Deputados da Bolívia, Freddy Mamani, afirmou na segunda-feira (27) que a proposta do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, de dar refúgio político a Jeanine Áñez, confirma a participação brasileira em suposto "golpe de Estado" ocorrido no país em 2019.
Em vídeo veiculado nas contas oficiais da Câmara Baixa nas redes sociais, Mamani garantiu que o pensamento de Bolsonaro, ao considerar injusta a pena de dez anos de prisão de Áñez pelo caso "golpe de Estado II", não é compartilhada por todos os brasileiros.
"Estamos vendo e consolidando que do Brasil, Equador, de outros países tiveram a ver com a questão do golpe de Estado. Está se tornando visível", afirmou a autoridade.
Para o presidente da Câmara, Bolsonaro teria "remorso mental" e por isso teria oferecido "abrigo" à ex-presidente boliviana Jeanine Áñez no fim de semana, divulgou o Oponión.
Jeanine Áñez, ex-auto proclamada presidente interina da Bolívia (2019-2020), em um carro fora da sede da Força Especial de Combate ao Crime (FELCC, na sigla em espanhol) em La Paz, Bolívia 13 de março de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 25.01.2022
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"O Brasil está colocando em prática a questão das relações internacionais, dos direitos humanos, para ver se traz Jeanine Áñez, lhe oferece abrigo aqui no Brasil. É uma injustiça para uma mulher presa na Bolívia", disse o presidente brasileiro.
Referindo-se à Bolívia, Bolsonaro também atacou seu adversário nas eleições presidenciais de outubro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem criticou por não se referir à condenação que a Justiça boliviana proferiu contra Áñez.
"O ex-presidente [Evo Morales] e o atual [Luis Arce Catacora] são amigos de Lula, e ele não fala absolutamente nada sobre esse caso", questionou Bolsonaro.
Áñez foi condenada em 10 de junho a dez anos de prisão pelos crimes de violação de deveres e resoluções contrárias à Constituição e às leis, no âmbito do caso "golpe de Estado II".
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