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Cientistas russos encontram partícula de asteroide em amostra lunar coletada em 1970

© Sputnik / Ekaterina Chesnokova / Abrir o banco de imagensEstação espacial automática Luna-16 no museu
Estação espacial automática Luna-16 no museu - Sputnik Brasil, 1920, 28.06.2022
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Especialistas do Instituto de Geoquímica e Química Analítica da Academia de Ciências russa, junto com colegas de outros países, descobriram um fragmento de asteroide rochoso do solo lunar, trazido à Terra há mais de 50 anos.
A descoberta permitirá aos pesquisadores saber mais sobre as mudanças na intensidade e composição dos fluxos de meteoritos, informou o serviço de imprensa do Ministério da Ciência e Ensino Superior da Rússia. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Nature Astronomy.
A atmosfera protege a Terra de maneira eficaz da radiação e queda de objetos espaciais. Apenas alguns deles são capazes de ultrapassar essa barreira e atingir a superfície terrestre já em forma de meteoritos. Porém, a Lua não tem atmosfera, portanto "o lixo espacial" pode livremente atingir sua superfície, formando uma camada de poeira chamada de regolito.
Na sequência, a superfície lunar, acumulando material proveniente do Sistema Solar, contém informação sobre as mudanças na intensidade e composição dos fluxos de meteoritos durante toda a história de sua existência.
Conceito do Radiotelescópio da Cratera Lunar  no lado oculto da Lua - Sputnik Brasil, 1920, 25.06.2022
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Cratera dupla deixada por misterioso objeto é encontrada no lado oculto da Lua (FOTOS)
Mesmo assim, apenas algumas partículas de meteoritos foram encontradas nas amostras de solo lunar trazidas à Terra. Isso está ligado aos processos de dispersão, combinação, fusão e evaporação, resultantes do impacto, tanto da matéria do regolito, como da matéria do meteorito. Os especialistas russos com seus colegas estrangeiros estudaram uma partícula de 200 micrômetros, que foi identificada no final de 1980 em uma amostra de solo lunar.
Essa amostra tinha sido coletada antes pela missão robótica soviética Luna 16 no Mar da Fecundidade e trazida para a Terra em setembro de 1970. Mas o estudo da partícula tão minúscula só se tornou possível dezenas de anos depois, graças ao surgimento de novos métodos analíticos.

"A partícula chegou à superfície da Lua seja em forma de micrometeorito, seja como destroço de um meteorito maior destruído. No que respeita à época exata quando este evento aconteceu, ela permanece um enigma", disse Svetlana Demidova, uma das autoras da pesquisa.

Segundo ela, isso aconteceu não antes de 3,4 bilhões de anos atrás e muito possivelmente há aproximadamente um bilhão de anos.
Aliás, não pode ser descartado que o impacto do meteorito na Lua tenha sido relativamente recente, já que a partícula foi encontrada na camada superior do regolito, e os objetos deste tipo são bem comuns nas modernas chuvas de meteoritos, sugerem os cientistas.
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