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Medvedev: qualquer tentativa de atacar a Crimeia é ataque à Rússia e pode levar à 3ª Guerra Mundial

© Sputnik / Ekaterina ShtukinaDmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, durante reunião em 7 de abril de 2022
Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, durante reunião em 7 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 27.06.2022
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Qualquer tentativa de atacar a Crimeia será considerada uma declaração de guerra à Rússia e, se isso for feito por um membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), significará o início de uma Terceira Guerra Mundial, disse Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente do país.
As declarações foram dadas nesta segunda-feira (27) ao jornal russo Argumenty i Fakty, quando ele comentava as consequências de uma eventual admissão da Ucrânia na aliança bélica.

"Qualquer tentativa de invadir a Crimeia é uma declaração de guerra ao nosso país. E se isso for feito por um país que é membro da OTAN, isso significa um conflito com toda a aliança do Atlântico Norte. Uma Terceira Guerra Mundial. Desastre total", afirmou Medvedev.

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O funcionário russo acrescentou que a possível admissão da Ucrânia à OTAN é muito mais perigosa para a Rússia do que a admissão da Finlândia e da Suécia, devido a disputas territoriais não resolvidas e dentro da compreensão diferente do status da Crimeia.
Depois da dissolução da União Soviética, a região da Crimeia passou a fazer parte da Ucrânia independente, com a designação de República Autônoma da Crimeia. Em março de 2014, foi realizado um referendo, no qual a maioria dos cidadãos da Crimeia votou a favor da reunificação com a Rússia.
No dia 18 de março de 2014, o presidente russo, Vladimir Putin, assinou o tratado sobre a integração da República da Crimeia e da cidade de Sevastopol na Federação da Rússia e, em 21 de março, o documento foi ratificado pela Assembleia Federal do país, parlamento russo.

"A resposta é óbvia. A Ucrânia na OTAN é muito mais perigosa para o nosso país. E isso se deve ao que o presidente Vladimir Putin disse repetidamente. Disputas territoriais não resolvidas, bem como uma compreensão diferente do status das regiões. Para nós, a Crimeia faz parte da Rússia. E isso é para sempre", observou o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia.

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No bojo do tema, Medvedev apontou que uma possível adesão da Suécia e da Finlândia à OTAN não ameaça a Rússia, mas Moscou terá que fortalecer suas fronteiras.
“A adesão da Suécia e da Finlândia à OTAN não nos ameaça com nada de particularmente novo. No caso de uma expansão da OTAN como esta, a extensão de suas fronteiras terrestres com a Rússia vai mais que dobrar. Teremos que fortalecer essas fronteiras. O status não nuclear do Báltico se tornará coisa do passado", observou.
Ele também contextualizou que, ao fornecer assistência às repúblicas populares de Donetsk e Lugansk (RPD e RPL), a Rússia está lutando não contra o povo ucraniano, mas contra os nazistas, que por muitos anos aterrorizaram a população das repúblicas de Donbass.
Desencadeada em 24 de fevereiro, a operação militar especial da Rússia na Ucrânia atendeu a um pedido de ajuda da RPL e da RPD, após a intensificação de ataques das tropas ucranianas em Donbass.
"Ao fornecer assistência às repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, a Rússia não está lutando contra o povo ucraniano. A luta é contra nazistas repugnantes, grupos extremistas, bandidos notórios e mercenários estrangeiros que se juntaram a eles", acrescentou o oficial.
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