Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Coreia do Norte culpa EUA e explica por que precisa de 'defesas mais fortes'

© AP Photo / Evan VucciKim Jong-un, líder norte-coreano, durante a sessão de fotos no âmbito da cúpula histórica entre os EUA e a Coreia do Norte em Cingapura, em 12 de junho de 2018
Kim Jong-un, líder norte-coreano, durante a sessão de fotos no âmbito da cúpula histórica entre os EUA e a Coreia do Norte em Cingapura, em 12 de junho de 2018 - Sputnik Brasil, 1920, 27.06.2022
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A Coreia do Norte acusou os Estados Unidos de estabelecer uma aliança militar semelhante à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Ásia.
Em um comunicado emitido nesta segunda-feira (27), a Coreia do Norte explicou as razões que a "obrigaram a desenvolver defesas mais fortes". Segundo Pyongyang, é preciso interromper o "objetivo inabalável dos EUA de derrubar o governo da Coreia do Norte".
As críticas norte-coreanas ocorrem em meio à preocupação de que o país possa estar preparando seu primeiro teste nuclear em cinco anos e após um recente acordo entre o presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, e o presidente dos EUA, Joe Biden, para implantar mais armas dos EUA na península da Coreia.

"Enquanto descaradamente realizam exercícios militares conjuntos com o Japão e a Coreia do Sul, os Estados Unidos estão fazendo um movimento completo para estabelecer uma OTAN no estilo asiático", disse o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte em comunicado publicado pela Reuters.

O ministério norte-coreano cita os exercícios dos EUA com forças sul-coreanas que envolveram um porta-aviões norte-americano pela primeira vez em mais de quatro anos.
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A Coreia do Norte, que vem realizando testes regulares de mísseis neste ano, repetiu a afirmação de que esses exercícios foram uma preparação para a "guerra destinada a derrubá-la".

"Isso prova a hipocrisia da retórica dos EUA de 'engajamento diplomático' e 'diálogo sem precondições', ao mesmo tempo em que revela novamente que não há mudança na ambição dos EUA de derrubar nosso sistema pela força", disse o ministério norte-coreano.

A pasta não se referiu explicitamente a seus programas nucleares ou de mísseis, mas disse que a hostilidade dos EUA compeliu Pyongyang a desenvolver suas defesas.
"A realidade nos faz sentir a necessidade de fazer todos os esforços para desenvolver um poder ainda mais forte para poder subjugar todos os tipos de atos hostis dos Estados Unidos", afirmou.
A crítica norte-coreana veio um dia antes de Yoon Suk-yeol partir para participar de uma cúpula da OTAN, na Espanha, o primeiro líder sul-coreano a fazê-lo.
Seul, com o objetivo de fortalecer sua parceria com a OTAN, planeja montar uma delegação na sede da aliança militar, em Bruxelas, conforme informou o conselheiro de segurança nacional da Coreia do Sul na semana passada.
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