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Biólogos revelam verdadeira longevidade das tartarugas e de anfíbios

CC BY 2.0 / Flickr.com / Laura Wolf / Tartaruga (imagem referencial)
Tartaruga (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 27.06.2022
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Cientistas estudaram as caraterísticas de vários animais de sangue frio e desmistificaram a ideia de que eles têm necessariamente maior longevidade que animais de sangue quente.
As tartarugas são os únicos animais de sangue frio que vivem em média mais que os animais de sangue quente, concluíram cientistas em um estudo publicado na revista Science.
Uma equipe internacional de 114 cientistas publicou um comunicado, relatando ter estudado 107 populações silvestres de 77 espécies diferentes.
Eles descobriram pelo menos uma espécie em cada um dos grupos de anfíbios e répteis estudados, (entre eles rãs, salamandras, lagartos, crocodilos e tartarugas) que tinha "envelhecimento insignificante" ou falta de envelhecimento biológico, sugerindo que o aumento de idade não leva a maiores taxas de mortalidade e menores taxas de fecundidade.
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Apesar disso, os biólogos não encontraram evidências da teoria de que os animais de sangue frio, que requerem calor externo para regular sua temperatura corporal e, portanto, têm frequentemente metabolismos mais lentos, envelhecem mais lentamente que os animais que utilizam calor gerado internamente, que têm metabolismos mais rápidos.
"Não encontramos bases para a ideia de que uma taxa metabólica mais baixa significa que os ectotérmicos [animais de sangue frio] envelhecem mais lentamente. Essa relação só é verdadeira para as tartarugas, sugerindo que as tartarugas são únicas entre os ectotérmicos", assinalou David Miller, professor associado especialista em ecologia de populações de animais selvagens da Universidade Estadual da Pensilvânia, EUA, e um dos autores do estudo.
Os pesquisadores também descobriram variações na taxa de envelhecimento em animais de sangue frio dependendo da temperatura ambiental. Enquanto os répteis envelhecem mais rapidamente a temperaturas mais altas, os anfíbios envelhecem mais lentamente.
Uma maior longevidade também é atingida por animais com elementos protetores, tais como armaduras, espinhos, conchas ou veneno, determinou a equipe de cientistas.
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