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Astrônomos afirmam que maior estrela da Via Láctea está morrendo

© Foto / NASA/ESA/Roberta Humphreys/Joseph OlmstedIlustração artística de VY Canis Majoris
Ilustração artística de VY Canis Majoris - Sputnik Brasil, 1920, 27.06.2022
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De acordo com novo estudo, uma hipergigante vermelha está morrendo lentamente, e a questão agora é tentar prever como vão ser seus últimos momentos.
Astrônomos da Universidade do Arizona desenvolveram o modelo tridimensional de VY Canis Majoris, uma hipergigante vermelha que é possivelmente a maior estrela da Via Láctea.
O modo como as hipergigantes vermelhas morrem tem sido, no entanto, uma questão de debate. Segundo a Science Alert, os astrônomos pensaram inicialmente que este tipo de estrela simplesmente explodia em uma supernova, como muitas outras.
No entanto, dados mais recentes mostram uma falta significativa de supernovas em comparação com os números que seriam esperados se as hipergigantes vermelhas explodissem dessa maneira.
Atualmente, a hipótese é que as hipervemelhas são mais propensas a colapsar em um buraco negro, algo muito mais difícil de se observar diretamente do que as supernovas.
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O que ainda não é possível determinar é que características são necessárias para que uma estrela evolua para um buraco negro, e talvez o modelo de VY Canis Majoris possa nos ajudar a compreender esta resposta.
A estrela em si é massiva, está apenas a 3.009 anos-luz de distância da Terra – na constelação austral de Canis Major – e varia de 10 unidades astronômicas (UA) a 15 UA de tamanho.
Seu tamanho e proximidade com o nosso Sistema Solar a tornam um excelente candidato observacional e seu processo de morte pode nos trazer informações importantes sobre este evento.
Uma das características fundamentais na morte de uma estrela é a perda de massa. Normalmente, isso acontece quando gás e poeira são expelidos uniformemente da fotosfera da estrela. No entanto, na VY Canis Majoris existem características massivas que são semelhantes aos arcos coronais da Terra, mas um bilhão de vezes mais massivas.
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Os pesquisadores da Universidade do Arizona coletaram sinais de rádio do material que é lançado no espaço, como parte dessas erupções, através do rádio-observatório Atacama Large Millimeter Array (ALMA).
Para coletar os dados, os pesquisadores tiveram que alinhar todos os 48 pratos do ALMA e coletar mais de um terabyte de informações.
Processar todos os dados coletados pode ser bastante desafiador, e a equipe ainda está trabalhando em alguns deles. Ainda assim, os resultados da pesquisa já foram bastante importantes. Quando o modelo tiver ainda mais dados, poderemos ter a chance de testá-lo quando VY Canis Majoris finalmente morrer, obtendo assim mais informações sobre estes corpos celestes impressionantes.
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