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Nogueira: eleitor reclama de Bolsonaro, mas votará nele porque não quer o 'rouba, mas faz' do PT

© Marcos Corrêa / Palácio do Planalto / CC BY 2.0Palavras do Ministro Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Ciro Nogueira.
Palavras do Ministro Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Ciro Nogueira. - Sputnik Brasil, 1920, 24.06.2022
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Para chefe da Casa Civil, os brasileiros não optarão por Lula porque não querem ver o ao "rouba, mas faz" novamente, ao mesmo tempo, aponta que o maior medo do petista é ficar marcado por não ter ganhado a eleição deste ano. Nogueira destacou inflação como principal dificuldade do governo na campanha.
Apesar da vantagem do ex-presidente Lula sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de votos – principalmente na publicada ontem (23), na qual o Datafolha divulgou que no primeiro turno o petista ganharia com 53% – para o principal ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira (PP), o "jogo está apenas começando".
Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o chefe da Casa Civil disse que a inflação é o maior problema a ser enfrentado na campanha.
"O maior problema [da campanha] é a inflação. Mas o maior causador hoje de inflação é o combustível, então, uma coisa está levando à outra. O problema é que sabemos que vamos ter um país depois da eleição, por isso, não queremos cometer um estelionato eleitoral como aconteceu com outros presidentes. O presidente Bolsonaro deixa bem claro que não quer cometer nada [na área fiscal] que tenha que rever depois das eleições. Uma pessoa que é capaz de dizer que não vai ter teto de gastos, que vai pegar o valor do combustível e colocar a paridade com o real, quer cometer estelionato eleitoral", afirmou.
Sobre a escolha do vice do mandatário – que ainda está em aberto e conta com dois nomes sendo associados à escolha: os ex-ministros Walter Braga Netto e Tereza Cristina – Nogueira demonstrou ceticismo sobre Tereza Cristina e alegou que se Lula tivesse escolhido uma vice mulher, "a pressão [pela ex-ministra] seria maior".
© Foto / Marcos Corrêa / Palácio do Planalto / CC BY 2.0Jair Bolsonaro durante audiência no Planalto com Ciro Nogueira (foto de arquivo)
Jair Bolsonaro durante audiência no Planalto com Ciro Nogueira (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 24.06.2022
Jair Bolsonaro durante audiência no Planalto com Ciro Nogueira (foto de arquivo)
Na visão de Ciro, a corrida presidencial ainda não começou e o Partido dos Trabalhadores (PL) está tentando segurar um jogo que nem teve início. O ministro diz ainda acreditar que a população não vai votar no "rouba mais faz", se referindo a Lula.

"A eleição ainda não começou. O que acontece é que o PT, antes de começar o jogo, já está na beira do campo, gritando: "Acaba, acaba". E o juiz nem apitou o início. O grande medo do PT é a comparação. O Lula vai ter que mostrar quem é a equipe dele, quem são as pessoas que estão do lado dele. O que vai definir essa eleição vai ser isso. Numa CPI ou numa discussão sobre a Petrobras, não dá para comparar a empresa nos dias de hoje, com o que era no tempo do PT. Hoje a Petrobras não tem nenhum escândalo. Você imagina que alguém vinculado à corrupção possa vir a resolver a inflação? Acho que o Brasil, pelo que eu conheço do eleitorado, não vai voltar ao 'rouba, mas faz'."

Ciro ainda declara que Lula não esperava ter um concorrente "tão popular quanto Bolsonaro" e que para ganhar a eleição, o chefe do Executivo só precisa recuperar o eleitorado que votou nele em 2018, e indica que isso é fácil de acontecer porque o eleitor, mesmo reclamando da gestão Bolsonaro, tem mais pavor da volta do PT.
"[...] Nunca tivemos uma campanha como esta, com o país tão dividido. São dois grandes líderes populares, o Lula não pensava enfrentar um outro grande líder popular. Ele tem um medo grande de perder essa eleição porque ficará marcado não pelo Lula presidente, mas por essa derrota. O Brasil nunca deixou de reeleger um presidente, seria uma quebra de paradigma. E estamos falando de presidente forte, que tem um eleitorado cativo. O presidente Bolsonaro para ganhar a eleição só precisa recuperar o eleitorado que votou nele em 2018. Não é impossível que isso venha a ocorrer. As pessoas reclamam do presidente, mas eu pergunto: 'Vai votar no PT? E a resposta é 'ah, isso também não'", complementou.
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