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'Maior flexibilização monetária e de crédito'? Economistas tentam decifrar intenções do banco chinês

© REUTERS / Kim Kyung-HoonBanco Central da China (imagem de arquivo)
Banco Central da China (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 23.11.2021
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O Banco Central chinês removeu diversas frases sobre contenção de políticas de um relatório trimestral, uma medida que para os economistas parece ser um sinal de que o estímulo está a caminho.
Desde que a China superou o pior do impacto da pandemia no ano passado, o Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) manteve a política monetária quase inalterada. O crescimento econômico desacelerou nos últimos meses em meio a uma repressão regulatória no setor imobiliário, escassez de energia nas fábricas e poucos gastos dos consumidores.
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Divulgado na sexta-feira (19), o relatório do terceiro trimestre do PBOC sobre a política monetária deixou de fora uma referência de que o banco central não se envolveria em um estímulo em grande escala, de forma desenfreada. Essa referência indica uma contenção de políticas e tem aparecido em declarações do governo central desde pelo menos 2019, antes da pandemia.
"Em nossa opinião, essas exclusões representam uma mudança oficial na postura política do PBOC e prepara o terreno para uma flexibilização monetária e de crédito mais decisiva", disse o economista-chefe da Nomura para a China, Ting Lu, em um relatório no domingo (21). Ele observou que a China está em sua pior desaceleração econômica desde 2015, excluindo o surto inicial da pandemia de COVID-19.
Expandir a oferta de dinheiro normalmente estimula os gastos na economia, logo, não parece ter sido coincidência que dentre as exclusões do PBOC, aponta o economista, há uma sobre o controle da oferta de dinheiro – uma medida de dinheiro e outra moeda facilmente utilizável.
"Quando o banco central estava prestes a encerrar os estímulos da era pandêmica, o relatório de novembro de 2020 excluiu a referência à oferta de dinheiro pela primeira vez", disse o economista-chefe da Macquarie para a China, Larry Hu, em nota no domingo.
"Desta vez, a remoção da frase preparou o terreno para um aumento na flexibilização monetária", disse Larry.
O relatório do PBOC também excluiu uma referência à manutenção da política monetária "normal", em uma seção sobre como manter a política monetária flexível e direcionada.
Ainda segundo o economista Larry Hu, o PBOC se tornou mais cauteloso quanto as perspectivas para a inflação. Embora um subtítulo no último relatório do banco central ainda descreva a pressão do aumento dos preços como "controlável", os autores retiraram a referência de como não havia base para a inflação ou deflação de longo prazo.

Poucas mudanças nas regras imobiliárias

Na segunda-feira (22), o PBOC manteve inalterada sua taxa básica de juros pelo 19º mês consecutivo desde abril de 2020.
"Não penso que haja uma mudança na política monetária", disse o chefe de pesquisa macro estratégica da China Renaissance, Bruce Pang, de acordo com CNBC.
Segundo Pang, a retida dessas frases do relatório demonstra maior espaço para os legisladores em operações futuras (mesmo que legisladores ainda não tenham feito uso de tais dispositivos).
Mesmo diante da desaceleração econômica enfrentada pela China, o PBOC continua com sua postura rígida diante do mercado imobiliário. Aproximadamente, um quarto da economia chinesa corresponde a este setor.
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Nos últimos meses, a gigante da indústria China Evergrande, oscilou à beira da moratória após esforços de Pequim para reduzir a dependência de incorporadores imobiliários com altas dívidas para seu crescimento.
Na sexta-feira (19), o PBOC afirmou em seu relatório que os riscos no mercado imobiliário continuam controláveis, e que de forma saudável, o setor continuará se desenvolvendo sem mudanças.
"Acreditamos que o pior para o mercado imobiliário e para a economia em geral ainda está por vir, e só então – talvez na primavera de 2022 [do Hemisfério Norte] – veremos algumas mudanças reais nos freios imobiliários", afirmou Ting Lu.
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