Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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China acusa EUA de 'brincarem com fogo' após passagem de navio de guerra pelo estreito de Taiwan

© Foto / Twitter / Marinha dos EUA / 7ª FrotaMarinheiros a bordo do USS Milius da Marinha dos EUA no mar do Sul da China
Marinheiros a bordo do USS Milius da Marinha dos EUA no mar do Sul da China - Sputnik Brasil, 1920, 23.11.2021
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Pequim condenou a ação da Marinha dos EUA, afirmando que tal ação não faz mais que "interromper e minar a paz regional e estabilidade".
Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, reagiu em briefing diário à passagem de um navio de guerra dos EUA pelo estreito de Taiwan, sublinhando não ser a primeira vez que a Marinha dos EUA mostra seu poder na área alegando "liberdade de navegação" para justificar "provocações".
"Os EUA devem corrigir seus erros imediatamente, deixar de realizar provocações e brincar com fogo, [...] devem desempenhar um papel construtivo para garantir a paz na região e sua estabilidade", disse o diplomata.
Em vez de defender "um Indo-Pacífico livre e aberto", como indicou o comunicado oficial da 7ª Frota das Forças Armadas dos EUA sobre o evento, Washington realizou "uma tentativa deliberada de perturbar e minar a paz regional e estabilidade", acrescentou Zhao.
O USS Milius, um navio de guerra norte-americano, atravessou na terça-feira (23) o estreito de Taiwan, passagem descrita como "rotineira" e "de acordo com a lei internacional" pela Marinha dos EUA.
© REUTERS / Issei KatoNavio de guerra USS Milius (DDG69) (imagem de arquivo)
Navio de guerra USS Milius (DDG69) (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 23.11.2021
Navio de guerra USS Milius (DDG69) (imagem de arquivo)
A área costeira da China e o mar do Sul da China têm sido territórios de periódicas tensões entre Pequim e Washington, com frequentes passagens de navios e exercícios navais conduzidos pelos EUA e seus aliados na região.
A China, por sua vez, tem respondido com seus próprios exercícios militares, incluindo com a Rússia, e feito incursões na zona de identificação de defesa aérea de Taiwan, não reconhecida por Pequim. Pequim também não reconhece Taiwan como país desde a formação da República Popular da China, em 1949, e pretende um dia realizar a reunificação com o território.
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