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Astrônomos descobrem em exoplanetas distantes elementos sem equivalentes no Sistema Solar

© Foto / NASA / SOFIA/ Lynette CookSistema solar no espaço (imagem referencial)
Sistema solar no espaço (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 23.11.2021
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Até agora os astrônomos descobriram cerca 4 mil exoplanetas – planetas que se encontram fora do Sistema Solar. Especialistas ainda não possuem muitos dados sobre estes corpos celestes, mas telescópios modernos já fornecem algum conhecimento sobre a sua composição.
Pesquisas apontam que esses planetas podem diferir significativamente da Terra, Vênus e Marte. Eles podem conter minerais que não têm nada a ver com os que existem no Sistema Solar, aponta portal Science Alert.
De fato, os minerais são tão ímpares que os cientistas tiveram que inventar novos termos para classificá-los. Cientistas estudam os planetas analisando a atmosfera em torno de estrelas anãs brancas.
Estes astros completaram o seu ciclo de vida e os planetas à sua volta foram destruídos. No entanto, segundo astrônomos, na atmosfera permanecem fragmentos de planetas e asteroides mortos. O estudo destes exoplanetas destruídos se chama necroplanetologia.
Estrelas semelhantes ao Sol se convertem em anãs brancas quando atingem o fim de vida na sequência principal, fazendo com que o seu núcleo colapse se transformando em um objeto ultradenso e muito brilhante.
Enquanto isso, a sua camada externa se expande como uma enorme bolha de gases quentes.
Surpreendentemente, os exoplanetas podem sobreviver a este processo – mas as suas órbitas podem mudar, tornando-se instáveis e resultando em perturbação de marés – ou seja, quando o campo gravitacional da estrela rompe o exoplaneta, e acreção – quando os fragmentos do exoplaneta destruído caem sobre a estrela.
Pintura do exoplaneta KELT-9b (um dos exoplanetas mais quentes do universo) que está localizado muito perto da sua estrela - Sputnik Brasil, 1920, 11.11.2021
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Geólogos desenvolvem ferramenta que pode ajudar a achar exoplanetas semelhantes à Terra
Quando isso ocorre, os elementos dos exoplanetas são incorporados na estrela, o que por sua vez muda a luz que ela emite. Os cientistas podem assim analisar a luz, procurando por elementos que não seriam encontrados na atmosfera de uma anã branca.
Geólogo Keith Putirka, da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, e astrônomo Siyi Xu, do laboratório NOIRLab da Fundação Nacional de Ciência, analisaram 23 anãs brancas a 650 anos-luz da Terra.
Observações anteriores mostraram que na atmosfera de cada uma destas estrelas havia presença de elementos como cálcio, silício, magnésio e ferro.
Uma vez que as anãs brancas são muito densas, elementos mais pesados como estes não deveriam estar presentes na atmosfera, mas sim no interior, onde não seriam detectáveis.
Os pesquisadores analisaram a abundância destes elementos nas atmosferas para tentar reconstruir a composição mineral dos corpos rochosos destruídos. Eles ficaram surpreendidos com os resultados.

"Enquanto alguns exoplanetas que outrora orbitaram anãs brancas parecem semelhantes à Terra, a maioria tem tipos de rocha que são exóticos para o nosso Sistema Solar. Eles não têm equivalentes diretos no Sistema Solar", disse Xu.

"Alguns tipos de rocha podem derreter a temperaturas muito mais baixas e criar crosta mais espessa do que as rochas terrestres, e alguns tipos de rocha podem ser mais frágeis, o que pode facilitar o desenvolvimento de placas tectônicas", explicou Putirka.
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