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Colisão com submarino da OTAN teria provocado naufrágio do submarino Kursk, diz almirante (VÍDEO)

© AP PhotoO submarino nuclear russo Kursk, que afundou no Mar de Barents em 12 de Agosto de 2000
O submarino nuclear russo Kursk, que afundou no Mar de Barents em 12 de Agosto de 2000 - Sputnik Brasil, 1920, 22.11.2021
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O almirante Popov revelou que o naufrágio do submarino Kursk ocorreu devido a uma colisão com outro submarino.
O ex-comandante da Frota do Norte da Rússia, almirante Vyacheslav Popov, revelou que o submarino nuclear Kursk sucumbiu após colidir com um submarino da OTAN.
O Kursk afundou em 12 de agosto de 2000 enquanto realizava exercícios militares no mar de Barents, a 175 quilômetros de Severomorsk e a uma profundidade de 108 metros.
Segundo a versão oficial, a embarcação afundou em decorrência da explosão de um torpedo a bordo e da detonação da reserva de munições, resultando na morte de todos os 118 tripulantes.
De acordo com o almirante, o Kursk colidiu com um submarino da OTAN e seu nome é "90% certo", contudo, quanto ao que se sabe sobre a identificação da embarcação, "para revelar em público sua denominação é preciso ter provas e mostrá-las", e isso ele não consegue fazer.
Popov acredita que um submarino da OTAN estaria observando a embarcação russa, mas deve ter se aproximado demais, ou uma "manobra do Kursk ocasionou a perda de contato".
"Ele estava ouvindo, ao mesmo tempo que seguia o Kursk. Mas depois o Kursk realizou uma manobra ou atividades técnicas que fizeram desaparecer ou reduziram o seu ruído. Nisso, o outro submarino deixou de o ver e se apressou para o ouvir de novo e controlar a situação, mas entretanto o Kursk virou e daí a colisão. Mostrei como foi", afirmou Popov.
De acordo com o almirante, a colisão ocorreu na parte dianteira do submarino russo Kursk, danificando os tubos de lançamento de torpedos, ocorreu uma explosão, o primeiro compartimento inundou e o submarino impactou contra o fundo do mar.
"Houve a detonação de toda a reserva de torpedos e a perda do primeiro compartimento. Não apenas o primeiro [compartimento] – o primeiro, o segundo, o terceiro. E o quarto também foi destruído. A segunda explosão foi poderosíssima. E em decorrência da primeira colisão e da segunda forte explosão, o [submarino] estrangeiro também ficou danificado, por isso ficou no fundo marinho até recuperar a capacidade de movimento, mas de forma limitada", explicou.
Os sinais de SOS naquele dia não foram emitidos pelo Kursk, mas pelo submarino da OTAN que estava próximo e que também ficou danificado, adicionou. A aviação antissubmarino da Marinha russa identificou a embarcação estrangeira perto da costa norueguesa.
De acordo com a mídia russa e estrangeira, na região onde os exercícios ocorreram estavam os submarinos nucleares Memphis e Toledo da Marinha dos EUA, bem como o Splendid, da Marinha Real Britânica.
O portal News24 informou que o Ministério da Defesa da Rússia solicitou ao Pentágono permissão para inspecionar os submarinos Memphis e Toledo, contudo, o pedido foi negado, tendo sido alegado que "todos os submarinos estavam em condições operacionais". O Reino Unido utilizou o mesmo discurso ao negar a solicitação russa.
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Conforme a versão oficial da comissão de investigação da Rússia, publicada em julho de 2002, o submarino Kursk naufragou em decorrência da explosão de componentes do combustível do torpedo 65-76, que provocou a detonação subsequente. A comissão também decidiu fazer explodir os fragmentos do submarino que ficaram nas profundezas do mar de Barents.
Esta não seria a primeira vez que ocorreram colisões com submarinos soviéticos. Em 1992, no polígono militar da Frota do Norte, no mar de Barents, ocorreu uma colisão entre o submarino K-276 russo e o norte-americano Baton Rouge, da classe Los Angeles. Em 1993, o submarino Borisoglebsk cumpria uma missão de treinamento em seu polígono militar, quando teve sua estrutura atingida. A investigação determinou que o submarino atômico Grayling, da Marinha dos EUA, estava observando a embarcação russa quando a perdeu de vista, o que resultou na colisão.
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