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14 toneladas de gemas teriam sido exportadas ilegalmente de Moçambique em 2021

© AFP 2022 / John WesselsMineiros ilegais escavam para encontrar ouro nos arredores de Montepuez, Moçambique, 15 de fevereiro de 2017
Mineiros ilegais escavam para encontrar ouro nos arredores de Montepuez, Moçambique, 15 de fevereiro de 2017 - Sputnik Brasil, 1920, 18.11.2021
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O conflito no norte de Moçambique criou uma situação que permite que em enorme volume de gemas seja contrabandeado para fora do país, incluindo ouro e rubis. Moçambique é responsável pela metade da produção mundial de rubis.
Desde o início de 2021, 14 toneladas de ouro, rubis, granadas e tantalitas, entre outras gemas, foram exportadas ilegalmente de Moçambique, segundo informou à Rádio Moçambique Fernando Maquene, um alto funcionário do Ministério dos Recursos Minerais.

"Estamos procurando formas de combater a expansão de redes criminosas que saqueiam nosso território e nossos recursos estratégicos, para assegurar que estes recursos possam gerar receitas para desenvolver as comunidades locais", disse Maquene, citado pela AFP.

A riqueza mineral moçambicana está concentrada em grande parte nas províncias do norte de Niassa e Cabo Delgado e na província central de Manica.
Em Cabo Delgado a empresa Gemfields, com sede no Reino Unido, opera uma enorme área de extração de rubis em que se produz mais de 40% do total mundial dessas pedras preciosas.
Segundo uma concessão mineira por 25 anos dada pelo governo moçambicano em 2011, a Gemfields tem o direito exclusivo de exportar rubis da região, que agora gera receita de US$ 100 milhões a 120 milhões (de R$ 550 milhões a 660 milhões) por ano e permitiu extrair US$ 600 milhões (R$ 3,3 bilhões) em rubis ao longo de suas operações.
Sua enorme mina a céu aberto é guardada por forças de segurança contratadas, que a protegem dos pobres garimpeiros artesanais locais que venderiam as gemas que encontram a outros compradores, que muitas vezes são contrabandistas.
Esses guardas têm sido amplamente acusados de brutalizar os residentes de Cabo Delgado, incluindo com abuso físico e sexual e assassinatos. Os guardas também foram acusados de brutalizar a população ao redor das enormes concessões de gás da província dadas às empresas Total, ExxonMobil e outros gigantes do petróleo.
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