Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Cerca de 200 países fecham acordo global sobre o clima na COP26

© REUTERS / Yves HermanDelegados posam para uma foto durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26) em Glasgow, Escócia, 13 de novembro de 2021
Delegados posam para uma foto durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26) em Glasgow, Escócia, 13 de novembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 13.11.2021
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Quase 200 países firmaram acordo com o objetivo de diminuir aquecimento global, conclamando governos a retornarem no próximo ano com planos mais fortes para reduzir emissões que afetam o planeta.
Neste sábado (13), um grande acordo foi fechado entre 197 nações com o objetivo de intensificar os esforços para combater as mudanças climáticas.
O pacto pede eliminação acelerada da energia a carvão e dos subsídios aos combustíveis fósseis. O documento também reafirmou a meta global de longo prazo de manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2º C e continuar os esforços para limitar a elevação da temperatura a 1,5º C, segundo a agência Reuters.
Tal medida seria a única que realmente salvaria o planeta, uma vez que ultrapassado o 1,5º C se desencadearia um extremo aumento do nível do mar, secas devastadoras, tempestades monstruosas e incêndios florestais muito piores do que aqueles que o mundo já vem sofrendo, de acordo com cientistas.
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O texto também pediu esforços para reduzir o uso de carvão assim como a interrupção dos enormes subsídios que governos ao redor do mundo dão ao petróleo, carvão e gás que abastecem fábricas e aquecem casas, algo que nenhuma conferência climática anterior tinha conseguido concordar, relatou a mídia.
No entanto, China e Índia se uniram em defesa da continuidade do consumo de carvão. Os dois dependem majoritariamente de seu uso e defendem que os países em desenvolvimento não estão prontos para eliminar essa fonte de energia, de acordo com a Folha de São Paulo.
Nova Deli pediu para que trocasse a palavra "eliminação" por "redução" gradual das emissões de carbono, o que deixou diversos representantes desapontados e levou o presidente da conferência, Alok Sharma, a pedir desculpas.
"Peço desculpas pela maneira como esse processo se desenrolou. Lamento profundamente", disse Sharma.
Ainda segundo o pacto, países desenvolvidos se comprometeram a financiar U$S 100 bilhões (R$ 545 bilhões) por ano até 2025 para ajudar países mais pobres no combate ao aquecimento. Entretanto, de acordo com ativistas, o martelo sobre o valor de fato ainda não foi batido.
Além disso, a quantia estaria muito aquém das necessidades reais das nações mais desfavorecidas, que podem chegar a US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhões) até 2030, de acordo com a Reuters.
Durante a conferência, nações em desenvolvimento argumentaram que os países ricos, cujas emissões históricas são, em grande parte, responsáveis ​​pelo aquecimento do planeta, devem pagar mais para ajudá-las a se adaptar às consequências, bem como reduzir suas emissões de carbono.
Sir David Attenborough discursa na cerimônia de abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26) em Glasgow, Escócia, Grã-Bretanha, 1 de novembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 13.11.2021
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