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Buraco negro achado pela 1ª vez em aglomerado de estrelas fora da Via Láctea

© Foto / Pixabay / geraltBuraco negro (imagem referencial)
Buraco negro (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 12.11.2021
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Utilizando o telescópio VLT do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), um grupo de astrônomos conseguiu descobrir um pequeno buraco negro, no exterior da Via Láctea, através de sua influência no movimento de estrelas próximas.
É a primeira vez que um buraco negro fora de nossa galáxia foi encontrado com o uso de tal método, que pode vir a ajudar a comunidade científica a encontrar mais corpos semelhantes e a entender mais sobre eles.
O buraco negro recentemente descoberto foi achado no aglomerado de milhares de estrelas NGC 1850, a cerca de 160 mil anos-luz, dentro da Grande Nuvem de Magalhães, vizinha de nossa galáxia, informa o portal Phys.org.
O novo corpo celeste aparenta ser 11 vezes mais massivo que o nosso Sol e tem influência gravitacional sobre cinco estrelas de massa solar em sua órbita, o que permitiu aos astrônomos descobrirem sua existência.
Astrônomos já haviam anteriormente detectado buracos negros pequenos de "massa estelar" em outras galáxias, captando o brilho dos raios X emitidos enquanto esses corpos engoliam matéria, ou das ondas gravitacionais geradas quando os buracos negros se chocam uns com os outros ou com estrelas de nêutrons.
No entanto, a maioria dos buracos negros de massa estelar não faz notar sua presença através de raios X ou ondas gravitacionais, sendo que "a grande maioria só pode ser desvendada dinamicamente [...] Quando eles [buracos negros] formam um sistema com uma estrela, eles afetarão seu movimento de forma sutil, mas detectável, assim podemos encontrá-los com instrumentos sofisticados", diz Stefan Dreizler, um membro da equipe da Universidade de Gottingen, na Alemanha, citado na matéria.
O achado no aglomerado NGC 1850 marca a primeira vez que um buraco negro é encontrado dentro de um jovem aglomerado de estrelas, neste caso de apenas cerca de 100 milhões de anos. Usando o método dinâmico mencionado acima, os cientistas poderiam desvendar ainda mais buracos negros jovens e descobrir mais sobre como eles evoluem.
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